A narrativa dialoga com a história de Rebeca, do Gênesis, que privilegia o filho Jacó, em detrimento do filho Esaú, o
que os torna inimigos irreconciliáveis. Trata-se da história da inimizade dos gêmeos Pedro e Paulo. Romance narrado pelo Conselheiro Aires (o mesmo do Memorial de Aires) mostra os dois jovens como representações de dois lados da mesma verdade. À medida que vão crescendo, os irmãos começam a definir seus temperamentos diversos: são rivais em tudo. Paulo é impulsivo, arrebatado, Pedro é dissimulado e conservador. Na fase adulta, passam a desentender-se por questões políticas, pois Paulo é republicano e Pedro, monarquista. Em relação ao amor, também, os dois irmãos competem, já que ambos se interessam pela jovem Flora que se divide entre um e o outro, sem se decidir por nenhum dos dois. As divergências entre os irmãos continuam, muito embora, com a morte de Flora, tenham jurado junto a seu túmulo uma reconciliação perpétua. Continuam a se desentender, agora em plena tribuna, depois que ambos se elegeram deputados, e só se reconciliam ao fim do livro com novo juramento de amizade eterna, este feito junto ao leito da mãe agonizante.
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