Dentre as principais obras de Eça está O crime do
padre Amaro, que representa
uma crítica violenta ao celibato e à vida da província, marcada pela falsa devoção e pela hipocrisia. Amaro Vieira é filho da criada predileta de uma marquesa, que vem a adotá-lo depois que ele fica órfão. Educado por padres, torna-se sacerdote por comodismo. Nomeado para Leiria, lá encontra Amélia, filha da concubina de um padre, o cônego Dias. Educada por
padres amorais e velhas devotas, Amélia é seduzida por Amaro. As beatas e padres são apresentados de forma humorística e sarcástica pelo narrador, mas os outros membros da sociedade de Leiria não são menos ridículos: o jornalista Agostinho Pinheiro, o corrupto Gouveia Ledesma e Carlos, o burguês reacionário. Depois de romper a relação com um noivo ciumento e desconfiado, Amélia torna-se amante do padre Amaro. Sob o pretexto de tentarem a recuperação de uma paralítica, os amantes encontram-se seguidamente. Amélia engravida e é obrigada a mudar-se. Ela morre depois que lhe tiram o filho, que é entregue a Carlota, uma aborteira, contratada por Amaro. O menino vem a morrer de forma ambígua, embora Carlota alegue morte natural.
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