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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>Romances>Felicidade clandestina

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Felicidade clandestina

por : TatianaAnflor    

Autor : Clarice Lispector
A filha do dono da livraria era uma menina gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados,
com busto enorme e que sentia inveja das outras meninas porque eram mais bonitinhas do que ela. Aproveitava-se do fato de ter acesso a diversos livros interessantes para torturar com extrema maldade a personagem protagonista, que gostava de ler e implorava seus livros emprestados. Ela não os lia e também não os emprestava. Certo dia, fingindo casualidade, informou à colega que possuía o livro As reinações de Narizinho
de Monteiro Lobato. Sabendo que a menina não tinha dinheiro para comprar um livro igual, ela prometeu emprestar-lhe o seu e disse-lhe que passasse em sua casa no dia seguinte para pegá-lo. A menina encheu-se de esperança e no outro dia foi correndo até a casa da colega que, olhando bem em seus olhos, disse-lhe que havia emprestado o livro a outra menina e que ela voltasse no dia seguinte. No outro dia a filha do dono da livraria continuou botando em prática seu plano diabólico e disse que o livro ainda não estava em seu poder, que ela voltasse amanhã. E assim continuou por muito tempo, até que um dia sua mãe apareceu a porta querendo saber o que havia. Depois de um embaraço inicial a mãe ficou conhecendo o lado cruel de sua filha. E falou, desapontada, que o livro jamais saíra de sua casa. Então, ela disse a sua filha que emprestasse o livro e para a outra menina disse que podia ficar com ele pelo tempo que quisesse. A menina achou que “ficar com o livro pelo tempo que quisesse” era bem melhor, até mesmo, do que ganhá-lo de presente.A garota recebeu o livro estonteada e voltou para casa sem pressa. Não começou a lê-lo logo que chegou, guardou-o e às vezes simulava ter esquecido onde estava para ter de procurá-lo. Fingia que não o tinha só para depois ter o susto de o ter. Lia-o aos poucos e às vezes ficava apenas deitada na rede com o livro aberto saboreando, em pequenos bocados, a felicidade que custara tanto para conquistar.
http://tatianflor.vila.bol.com.br/tatiana.html
Publicado em: junho 27, 2007
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Comentários sobre Felicidade clandestina

Showing 2 out of 2   Adicione seu comentário.
  1. 0 Avaliações sábado, 28 de julho de 2007
    1

    Leandro Santos

    Indicando o livro

    O livro ao qual pertence este conto, e que possui o mesmo nome, Felicdade clandestina, é bom demais. Vale a pena ler.

  2. 0 Avaliações domingo, 9 de dezembro de 2007
    2

    Sílvia Sandra

    O conto

    Li o conto por causa do resumo. Aaaaaaaaaaaaamei!!!!!!!!!

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