O romance conta a história de um
jovem estudante de direito que deixa seu local de origem para estudar em Paris. É um rapaz de poucas posses, que mora em uma pensão burguesa decadente. Neste lugar conhece o velho solitário conhecido por
pai Goriot. O jovem, que é chamado de Eugène de Rastignac, é extremamente ambicioso e sonha relacionar-se com a aristocracia. Para isto, procura a ajuda de uma prima, a senhora de Beauséant, que o introduz nas altas rodas francesas. Porém, o jovem percebe que não possui roupas a altura das pessoas que freqüentam este meio. Resolve, então, pedir ajuda à mãe, à irmã e a uma tia, que não vacilam em mandar-lhe todas as suas economias. Eugène compra roupas novas e investe em seus projetos. Conhece as
filhas de pai Goriot, Delphine e Anastasie e fica sabendo da exploração que o velho sofre por parte das moças, que foram aos poucos consumindo tudo o que o pobre homem possuía, até deixá-lo na mais completa penúria. O senhor Goriot é extremamente dedicado às filhas, e seu amor fora do comum faz com que não perceba os fatos como são na realidade, acreditando, ou forçando-se a acreditar, que as filhas o amam do mesmo modo que ele. Ao constatar o quanto o rapaz é ambicioso, Vautrin tenta persuadi-lo a participar de um crime para tirar vantagens financeiras, casando-se com a filha do homem assassinado. Rastignac rejeita a proposta, pois não está de acordo com seus princípios. Vautrin tenta convencê-lo utilizando-se da história do mandarim. Pergunta ao jovem se ele tivesse a oportunidade de tirar algum proveito com a morte de um mandarim detestável, que só faz mal às pessoas, se não o faria. O jovem repudia tal idéia. Rastignac acabou por envolver-se com Delphine e, por essa razão, aproximou-se mais de pai Goriot. Aos poucos, porém, o jovem foi tomando consciência da forma desumana com que as filhas tratavam o pai e apiedou-se do velho a ponto de criar-se um envolvimento afetivo entre ambos. Quando as filhas já não tinham mais o que tirar do pai, ele adoece e é socorrido por Rastignac e por seu amigo, estudante de medicina. Neste momento, na hora da morte, o velho dá-se conta de que está esquecido pelas filhas, que o abandonam. Anastasie ainda aparece para pedir dinheiro ao pai pela última vez. Após a morte do pobre homem, cabe a Rastignac tomar todas as providências, e as filhas não comparecem nem mesmo ao enterro do velho. Depois dessa experiência, Eugène de Rastignac considera-se pronto para enfrentar uma sociedade desumana.
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