DINHEIRO, Dinheiro, dinheiro...Então é isso...muita gente vive movido pelo dinheiro como se ele fosse o combustível da vida!
No universo de pessoas que pensam desta forma, chega ser paranóico o comportamento humano, no que diz respeito à febre por conseguir dinheiro, pela fórmula que muitos usam para adquiri-lo e armazená-lo.
Isso me fez lembrar um livro que fala sobre dinheiro de um jeito muito peculiar!
O escritor paranaense
Domingos Pellegrini é um nome importante da literatura brasileira contemporânea.
Em
A árvore que dava dinheiro, ele conseguiu desenvolver uma fábula tocante sobre a miséria moral e ética de se conseguir acumular dinheiro a qualquer custo.
No enredo, Pellegrini começa apresentando minúcias da vida de um velho que prima pela avareza. Morto, deixa como herança três sementinhas de uma árvore que, segundo seu desejo, devem ser cultivadas na praça da
cidade onde morava.
O nome da cidade não podia ser mais apropriado: Felicidade.
As árvores plantadas não viriam a dar frutos como a macieira, por exemplo, mas, sim, dinheiro em abundância para os
moradores de Felicidade. Em pouco
tempo, o lugar torna-se um verdadeiro pomar de árvores que davam dinheiro.
Como não podia deixar de ser, tudo na cidade vira de pernas para o ar. Uma sucessão frenética de acontecimentos transtorna seus habitantes, com os fatores riqueza e pobreza revezando-se à frente dos fatos descritos.
No desfecho de
A árvore que dava dinheiro, o escritor Domingos Pellegrini convida seus leitores à reflexão: qual o melhor fruto que uma árvore pode oferecer?
O dinheiro brotando fácil dela ou algo que todos possam comer para alimentar a vida em comum?
Este interessante romance é, sem dúvida nenhuma, uma obra sintonizada com o nosso tempo.
No mundo globalizado em que vivemos atualmente; onde quase todos os sentimentos são afetados pela posse do dinheiro, chega a ser atual e presente a necessidade da reflexão que a leitura deste livro
provoca.
Precisamos do dinheiro até mesmo por questão de sobreviver com uma certa dignidade, porém é possível atingirmos um patamar psicótico pela neorose provocada pelo amor excessivo ao dinheiro!
Para complementar tudo isso, o que demais o livro provoca em quem o lê; é uma vontade imensa de rir das atitudes dos personagens da história.
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