Louvor e Adoração no Antigo Testamento, estão ligados a Sacrifico e Oferta
Adoração e o Calendário
Adoração judaica histórica que Javé pedia, é o do Deus dos tempos e estações em todas as circunstancias da vida. Os sacrifícios eram realizados de manhã e a tarde, todos os dias, no tabernáculo e mais tarde no templo, além disto, a família judia regularmente fazia orações em casa, em horas determinadas e por ocasião das refeições.
O sábado era oportunidade para expressões mais definidas de adoração, ele representava o descanso de Deus, depois dos atos de criação e era observada em obediência a sua ordem.
Finalmente, havia ocasiões de adoração intensamente festiva ou de penitencia: Páscoa para comemorar sua libertação do Egito; Dia da Expiação, no começo do Ano Novo; Pentecoste, associada com a outorga da Lei, na colheita de cereais; Festa das Cabanas (Tabernáculos) depois de terem recolhidos toda a colheita.
Todas estas observâncias baseadas no calendário foram trazidas para a adoração cristã.
Musica de Adoração e a experiência de Deus
A música que acompanhava os sacrifícios era uma parte essencial da experiência sensorial que eles tinham. O som musical frequentemente estava associado com um senso da presença de Deus, como é evidenciado pelo relato de momento de êxtase de Saul e Eliseu, e também pelo requisito de que o cântico de cantochão fosse veiculo das Escrituras Sagradas. Uma ocasião que aprove a Deus revelar sua presença através da execução musical foi à dedicação do Templo de Salomão (II Cr.5:11-14).
Adoração como oferta a Deus
Desde os tempos antigos, o sacrifício foi o ato central de adoração. Os primitivos já entendiam esse fato devido aos seus instintos dados por Deus; eles levam algo de grande valor para oferecer aos seus deuses; ás vezes até a sua própria carne e sangue. Os antigos hebreus tinham um complexo sistema de sacrifícios que é expresso no livro de Levíticos. Os sacrifícios judaicos eram de três tipos e cada um deles tem seu correspondente na adoração cristã.
1- A Oferta Pacifica (de paz) era um primitivo ato de adoração que remontava ao período nômade de vida judaica. Era um sacrifício seguido de uma refeição, uma “festa de amor”. Nesta cerimonia, o sangue e a gordura do animal eram oferecidos a Deus, e o resto era comido pelos circunstantes. Era essencialmente uma ocasião social alegre em que os adoradores comiam e bebiam diante de Deus, e também compartilhavam do banquete com Deus. Comunhão com Deus e uns com os outros, é parte proeminente de nossos cultos de adoração e deve alcançar o seu mais alto nível no culto, que chamamos de comunhão, em que também comemos e bebemos a Ceia do Senhor. Esta, portanto é a oferta pacifica dos cristãos.
2-Na Oferta pelo Pecado, típica dos hebraicos, o sacerdote tomava parte do sangue de um animal sacrificado e o levava para o santuário, espargia com seu dedo sete vezes antes do véu e aplicava parte dele nos chifres do altar do incenso. O sangue significava a vida liberada pela morte, ele tinha o poder purificador e santificador e era a expiação pelos pecados involuntários.
3-O Holocausto na Adoração hebraica era uma “Oblação” feita inteiramente a Deus, consumida completamente sobre o altar.
No Antigo Testamento, a musica estava intimamente ligada com a oferta de sacrifícios (Sl 27:6b; Jr33:10b,11b). O melhor dos nossos sacrifícios devemos dar a Deus, o livro de II Samuel 24:20-24, nos conta a história do Rei Davi.
A Adoração é primordialmente Doação á Deus.