RESUMO:
INSPIRAÇÕES DE CONAN DOYLE
O dedutivo Dr. Joseph Bell
foi o
inspirador de Conan
Doyle
Não
sei se você se interessa por acrobacias dedutivas, mas é bom exercício para a
criatividade (argh!). Quando você está na indigesta fila do banco, por exemplo,
pode tentar adivinhar o que faz aquele cara logo ali atrás, ou a mulher
impaciente lá adiante. Era o que fazia um tal Dr. Joseph Bell, eminente
cirurgião inglês. Ele dizia que a maioria das pessoas vê, mas não observa. Ele
analisava: se se examinar atentamente alguém, pode-se descobrir a
nacionalidade, o nível de vida e o resto da sua história pelos gestos, rosto,
cicatrizes, objetos de adorno, caminhar, comportamento, linguagem, etc. Fazia
isso em festas, no consultório, em reuniões e, literalmente, espantava a
audiência pelo nível de acertos.
Certa vez, um homem bateu na porta do
consultório e, mal entrou, travou-se este diálogo, com a primeira pergunta feita
pelo Dr. Bell: — Por que está preocupado?
— Por que acha que estou preocupado? — Porque bateu quatro vezes. Quem está
tranqüilo bate duas ou, no máximo, três vezes!
Dr.
Bell tinha um aluno que se formou em odontologia, abriu consultório e nem mosca
ia pousar na cadeira para cuidar dos dentes. Seis anos depois, com água batendo
no pescoço, ele tratou de pensar em alguma coisa que pudesse dar dinheiro. Já
havia lido contos de suspense e
policiais de Poe, por exemplo, e resolveu que
ia ser escritor. Na autobiografia confessou que se inspirou no Dr. Bell. Ou
melhor, na sua capacidade admirável de deduzir coisas. A partir de 1887, Conan
Doyle tornou a investigação do detetive algo próximo de ciência exata. Só
faltava o batizar o personagem. De amigo jogador de críquete tirou o nome:
Sherlock. E de um jurista americano, o sobrenome: Holmes. Sir Arthur Conan Doyle
pôde, assim, deliciar milhões de pessoas com as deduções de seu detetive. E aí,
observou algo?
Não
sei se você se interessa por novelas policiais. Eu gosto de Ed McBain. Qualquer
dia falarei dele. Por enquanto, vote nesse resumo, dê nota e seja feliz!
Abraços, Werneck