Na Unidade XI, volume I, da obra “Língua e Literatura” de Faraco e Moura, os autores abordam o
estilo que é a
escolha dos termos que cada narrador utiliza, do modo pessoal de escolher e combinar as palavras frases.
Um mesmo fato pode ser interpretado de maneiras diferentes. O mesmo código (língua portuguesa, por exemplo) oferece várias possibilidades de escolha para o narrador expressar o fato, para designar as personagens e o local, para indicar o tempo, etc.
Estilo
individual – É a maneira individual de selecionar palavras e dispô-las nas frases.
Estilo de
época – é a semelhança na maneira de conceber e expressar a realidade.
Vários são os
estilos de época que marcam a história literária de Brasil e Portugal.
Em Portugal, temos: Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Simbolismo e Modernismo.
No Brasil, temos: Literatura de informação, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo e Modernismo.
Percebe-se que a Literatura Brasileira não apresenta os mesmos estilos que a Literatura Portuguesa, uma vez que o Brasil só foi descoberto em 1500, por isso a coincidência de estilos ocorre apenas a partir do Barroco.
As datas que delimitam essas épocas literárias são convencionais porque é difícil precisar o início e o fim de cada uma delas, devido às razões a seguir:
a) Dois estilos podem coexistir numa mesma época;
b) Cada período é determinado pelo predomínio e não a ocorrência exclusiva de determinadas formas de expressão literária.
A escolha das datas obedece a dois critérios:
histórico e literário.
Histórico – se apóia em acontecimentos de importância política e social para indicar o começo e o fim de cada estilo de época.
Literário – é baseado no aparecimento de uma obra que reflete uma significativa mudança em relação ao estilo anterior.
Mais críticas sobre LÍNGUA E LITERATURA: UNIDADE 11.