CHAPLIN. Lembram-se do
cinema ? Por sete euros ou dez dólares, ficará a conhecer
e a admirar um génio, não conheceu muitos nem conhecerá decerto muitos génios. A e-
ditora Taschen em 192 páginas revela o actor do cinema mudo, o realizador, o homem que
alimenta e educa multidões com o que aprende na vida, aquele que em tempo de guer-
ra e ódio ensina a
rir de nós próprios . Parece fácil, não é ?
Nunca foi fácil fazer rir, mais difícil tornar o riso profundo uma arma pela liberdade e pela
inteligência.Fê-lo antes do cinema sonoro,durante o cinema sonoro e já no período da tele-
visão, quantos anos foram ? Morreu em 1977.
Cada plano, cada sequência,cada gag era meticulosamente preparado como se a arte só viesse depois do suor , 99 por cento.Qual foi o efeito na história, na educação, na economia e na guerra de ele ter realizado O GRANDE DITADOR em 1940 em plena fúria nazi ? Ele mostrou ao discursar como ditador e como barbeiro, dizendo o oposto, que os
gestos e as pessoas podem ser as mesmos e as mesmas,boas e más.
No top 20 dos livros desta editora, ele não aparece. O primeiro lugar é ocupado por Bun-ker Spreckels, um playboy e uma
lenda do surf, e há três títulos sobre Paris, aquela que
Hitler dominou, mas não conquistou porque existiu antes dele e depois dele o pequeno
vagabundo que foi Charlot.
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