No agora clássico livro, Entrevista com o
Vampiro, Anne Rice refrescou o arquétipo do mito do vampiro para
uma audiência do fim do século XX. A história é ostensivamente simples: tendo sofrido uma tremenda perda pessoal,
Um dono de uma plantação da Louisiana chamado Louis Pointe du Lac desce até um completo torpor alcoólico. Neste nada emocional, ele é confrontado com Lestat, um vampiro poderoso e carismático que escolhe Louis para ser seu parceiro. Os dois alimentam-se de inocentes, dando o seu dom obscuro a uma jovem, e procuram por outros da sua espécie (notavelmente o antigo vampiro Armand) em Paris. Contudo, um resumo desta história não pode esquecer as atracções centrais da história. Primeiro que tudo, o método de Rice para contar a história – com a confissão de Louis na primeira pessoa a um rapaz céptico – transforma o vampiro de um predador horrível numa figura simpática, sedutora e muito humana. Em segundo lugar, ao introduzir uma personagem imortal, educada num fé católica profunda, Rice foi capaz de explorar preocupações filosóficas profundas – a natureza do mal, a realidade da morte, e os limites da percepção humana – de maneiras não possíveis da perspectiva de um narrador mais finito.
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