O Eclesiastes é
um livro atípico da Bíblia. Escrito em prosa e aforismos em verso, tem um prólogo e um epílogo. Aconselha aos homens de fé que procurem à
sabedoria e a
humildade, sempre tendo em mente o poder incontestável de Deus. A futilidade das coisas terrenas é bastante ressaltada. O
homem deve sempre lembrar-se que Deus foi o criador de todas as coisas e nem sempre a felicidade está na posse de bens materiais, glória e poder. Apesar de
tudo seguir um planejamento perfeito não é dado ao homem nem o conhecimento nem o poder sobre seu destino. Tudo leva a crer que o homem deve procurar a
espiritualidade, pois tudo que fez de bom e de mal nos seus dias de
vida será julgado. A sabedoria simples que emana de seus versos nos remetem àquela dos sábios orientais que a colhiam da observação constante da natureza “uma geração passa e outra vem, mas o mundo permanece”; “todos os rios correm para o mar, mas este nunca transborda”. Qual o propósito e o valor da vida humana? Seria demais pensar que este livro é um preparatório para os ensinamentos de Jesus, escrito tantos anos antes de sua vinda? Ele prega do mesmo modo o amor ao próximo e a solidariedade, mas somente Jesus veio a falar sobre um outro reino que não é deste mundo, o que poderia dar sentido à busca de uma espiritualidade na vida terrena.
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