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Resumos e revisões curtas

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Castelo Branco

por : JOAO GOMES MOREIRA    

Autor : Orhan Pamuk
  castelo branco. PAMUK, Orhan. S.Paulo:Cia das Letras, 2007. 199p. ficção turca. 
Este
primeiro romance de Pamuk traz à baila a discussão da individualidade e identidade. Embora tenha uma maneira elegante de desenvolver a escrita, lá pela pg. 70 a coisa começa a ficar repetitiva e insípida. Os questionamentos de Hoja (pessoa sem nome e que deve ser alter ego do próprio narrador-protagonista) são até pertinentes, mas o paroxismo dele é enlouquecedor.
O escravo sem nome e o mestre também sem nome talvez são metáforas de que em dado momento da vida precisamos ser, nós mesmos, senhores e servos (alternadamente) do processo de maturação/evolução espiritual e intelectual.
O autor poderia dirigir a história para um desfecho melhor com a emancipação do escravo e de seu senhor. Mas preferiu fazer uma “troca” de identidade---(deus ex-machina)--- e depois ficou mofando do leitor com a visita de um pesquisador italiano. Que provavelmente era o mesmo Hoja... Estabelecendo, como recurso usado à exaustão, o jogo de linguagem da troca de papéis e identidades.
Em minha modesta opinião o autor trabalhou e produziu algo mediano. Certas ambigüidades do texto (ou da tradução) tais como
“a pessoa precisa amar a vida que escolheu a ponto de acabar se apropriando dela; e eu amo a minha vida.” (p.78) induz o leitor a confusão (pois está a falar sobre quem?)
O uso da alteridade e as semelhanças forjadas entre as duas personalidades cansa. Pôr exemplo: cap. 11, pg. 181.
“Chego agora ao fim do meu livro. Pode ser que meus leitores mais inteligentes já o tenham abandonado, decidindo que na verdade minha história já acabou há muito tempo” Isso parece um insulto não é mesmo?
O travamento da máquina de guerra e a visão do castelo branco já foi em si mesmo o fim da história. O tal castelo pareceu-me uma espécie de pedra filosofal que transmudou metais (...pessoas) ordinários em nobres.

Publicado em: março 06, 2008
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