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Portões de Fogo

Summary rating: 4 stars 15 Avaliações
Review by : Anonymous
Visitas : 587  palavras: 900   Publicado em: outubro 14, 2007
O romance acontece no ano 480 AC, o autor mostra com um nível de detalhes admirável, e, em texto em forma de romance, a força da nação Espartana, e a sua vocação para a guerra.

O pano de fundo é a famosa batalha de Termópilas (um balneário, o termo em Grego significa “Portões Quentes”), vencidas pelos Persas após uma resistência incrível dos exercito Espartano e seus aliados.
 
Qualquer resumo será uma agressão a obra, as palavras de Heródoto resume o que o leitor vai encontrar nas 393 páginas, da edição em português, deste magnífico livro.
 
“ De todos os espartanos e théspios que combateram com bravura, a maior prova de coragem foi dada pelo espartano Dieneken.
Dizem que antes da batalha um nativo da Trácia lhe disse que os arqueiros persas eram tão numerosos que, quando disparavam seus arcos, a massa de flechas bloqueava o sol.
Dieneken, no entanto, completamente impassível diante da força do exercito persa, simplesmente comentou: “Ótimo Combateremos, então, à sombra.”
 
Os relatos de Xeones (soldado espartano, mantido vivo após a batalha para saciar a curiosidade do rei Persa) impressionam ao grande rei Xerxes, que durante dias manteve o cativo vivo para entender como os Espartanos com um punhado de soldados (comparado ao exercito Persa e aliados que superava os 2 milhões de combatentes) opôs tamanha resistência e causou grandes baixas.
 
A obra está estruturada em 8 livros assim descritos:
 
livro I – Xerxes – Neste livro, o cativo Xeones, narra os momentos de sofrimento ao lado da sua prima Diomache, violentada pelos invasores de sua vila, e, de seu serviçal Bruxieus. È uma narrativa forte e repleta de momentos de luta pela vida.
 
Livro II – Alexandros - Narra o cotidiano da nação espartana, uma civilização voltada para a disciplina e para a guerra, e, detalhes de sua estrutura política
 
Livro III – Galo - A Krypteia, uma sociedade secreta entre os Pares, com a missão de fazer com que os Escravos Traidores fossem eliminados. Galo apesar de escravo era filho do Par Idotychides (irmão da esposa de um importante Par) e uma escrava da Messênia. A Krypteia estava decidida a elinar Galo!
 
Livro IV – Arete – Neste livro é narrada a forma como a Krypteia elimina Galo e como Arete, salva a vida do seu filho, condenando o seu marido Dienekes, que ao assumir a paternidade   da criança ganha o direito de se juntar ao 300 espartanos destinado a combater o exercito persa em Termópilas. Apenas os Pares Espartanos com filhos poderiam se juntar a exército.
 
Livro V – Polynikes e Livro VI – Dienekes – Narram de forma emocionante, pelo já moribundo Xeones, os preparativos, a jornada e a ação forte e disciplinada dos espartanos e aliados para enfrentar o imenso exercito Persa.
 
Livro VII – Leônidas – cercado o Rei Leônidas manda que os aliados se retirem, no campo apenas os 300 de Esparta para enfrentar pela Frente o Exercito Persa, que apesar das perdas ainda reunia cerca de 1,5 milhão de soldados e pela Retaguarda o 10 mil imortais, elite do exercito Persa, guiados por um desertor Grego.
 
A bravura do exercito Grego pode ser sintetizada nesta frase do Rei Leônidas, ao ver o que o escritor narra:
 
“ As trombetas do inimigo ressoaram de além do Estreito. Via-se agora, nitidamente, a vanguarda dos persas, as bigas e o séqüito do seu rei.
- Comam um bom desjejum, homens – Leônidas sorriu largo – pois estaremos todos partilhando o jantar no inferno.”
 
Livro VIII – Termópilas – Narrativa do momento final, o exercito Grego esperando o momento da morte com a dignidade necessária para expulsar em um momento seguinte o exercito invasor. Os últimos momentos dos espartanos impressionam ao rei Persa que busca em Xeones a resposta para tanta bravura.
 
As últimas frases do livro ressaltam o espírito disciplinado dos soldados Espartanos, uma força que poderá ser sentida na mortedo garoto Tripé, que optou pela morte a se submeter a vergonha de ser derrotado pelos golpes de vara desferidas pelo instrutores.
 
“Digam aos espartanos, estranhos que passam,
Que aqui, obedientes às suas leis, jazem.

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