O mundo civilizado só tomou conhecimento da existência do cacaueiro e do CHOCOLATE depois que Cristóvão Colombo descobriu a América. Até então era privilégio dos índios que viviam na América Central e na Bacia Amazônica, onde os cacaueiros cresciam nativos em meio à floresta, "seu habitat natural". Hoje, quase cinco séculos depois, os produtos de
cacau são largamente consumidos em todos os países do mundo e fazem parte integrante da vida do homem moderno. Estão presentes em todos os lugares: nas mochilas dos soldados e nas bolsas dos estudantes, em barras de chocolates de alto valor nutritivo, nos salões de beleza mais sofisticados, na forma de cosméticos e batons e nas reuniões sociais, através de vinhos e licores. Os resíduos são utilizados como adubos e rações para animais.
Saindo da floresta americana para conquistar o mundo, o cacau percorreu um longo caminho. A sua história , cercada de lendas, está marcada por episódios curiosos: foi usado como moeda, provocou discussão entre religiosos sobre o seu uso nos conventos devido às suas qualidades afrodisíacas e durante muito tempo foi bebida exclusiva das mais faustosas cortes da Europa. Suas sementes, levadas para outras regiões e outros continentes, formaram imensas plantações que hoje representam uma considerável fonte de trabalho e riqueza para milhões de pessoas.
Quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América o cacau já era cultivado pelos índios. No México os astecas lhe atribuíam origem divina, afirmando que foi o próprio deus Quatzalcalt quem ensinou o povo a cultivá-lo para servir como alimento e ornamentar os jardins da cidade sagrada.
As sementes do cacau eram consideradas tão valiosas que circulavam como moeda.
O fato do cacaueiro ser considerado pelos índios como árvore sagrada, provavelmente influenciou o botânico sueco Carolus Linneu, levando-o a dar ao cacaueiro a designação científica de Theobroma cacao, que significa: cacau, manjar dos deuses.
O cacau também era utilizado pelos índios como alimento desde muito antes da chegada dos espanhóis.
Depois de triturar as amêndoas entre duas pedras, faziam uma infusão, juntando plantas aromáticas como baunilha e pimenta-da-jamaica e obtinham uma bebida, a que chamavam de CHOCOLATE.
Com a chegada dos conquistadores espanhóis e posterior inclusão do açúcar na bebida, o chocolate foi levado para a Europa, onde disputou com o café chegando a ser a bebida preferida dos nobres, espalhando-se depois para o resto do mundo.
Os padres espanhóis colaboraram na melhoria dos processos de fabricação do chocolate e na sua difusão entre o povo, permitindo que fosse servido nas próprias igrejas.
ORIGEM: O cacaueiro é originário do continente americano, provavelmente das bacias dos rios Amazonas e Orinoco, onde ainda hoje é encontrado em estado nativo em várias regiões, desde o Peru até o México.
O cacau desde a sua origem, dividiu-se em dois grandes grupos. Às margens do rio Orinoco, nos Andes venezuelanos, desenvolveu-se o tipo CRIOULO que produz frutos de tamanho maior, de casca rugosa. Na bacia amazônica fixou-se o tipo chamado FORASTEIRO, considerado como autêntico cacau brasileiro e que se caracteriza por frutos de forma ovóide e de casca lisa.
À medida que o cacau ía ganhando importância econômica com a expansão do consumo do chocolate, foram realizadas várias tentativas visando a implantação da lavoura cacaueira em outras regiões, onde as condições de clima e solo se assemelhavam ao seu HABITAT natural.
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