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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>Literatura Antiga>Discurso do Método (Bom resumo)

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Discurso do Método (Bom resumo)

por : iatm14     

Autor : DESCARTES



Descartes – O Discurso do Método Para

Bem Conduzir a Razão e Procurar a Verdade nas Ciências


Logo pelo título fica claro que Descartes não era ceptico, pois se é um método para procurar a verdade prossupõe que ela exista.


Bom senso é o mesmo que razão para Descartes, ou seja, é o poder de bem julgar e destinguir o verdadeiro do falso e é igual em todos os Homens.


Relacionar bom-senso, verdade e método


O bom senso é naturalmente igual em todos os Homens, isto é, todos os humanos possuiem razão. O facto de haverem opiniões diferente não é, assim, devido a haverem pessoas com mais bom senso, é sim devido a essas pessoas seguirem caminhos de pensamento diferentes ou não considerarem as mesma coisas. Para chegar á verdade é preciso seguir um método e Descartes mostra qual foi o que ele usou.





Objectivo do livro (Discurso do Método) : Mostrar qual o método que usou para chegar á verdade.



Opinião sobre o conhecimento do seu tempo à Todos os conhecimentos filosóficos e todas as coisas ensinadas na escola são dúvidosas.





Descartes conclui assim que, se ele quiser chegar á verdade, tem de procurar em si próprio.


Objectivo da reforma cartesiana : Reformar os seus pensamentos* a partir dum fundamento todo seu; reconstruir a partir das exigências da razão.


*Os seus pensamentos são o objecto da reforma cartesiana.


A dúvida cartesiana é universal e radical (porque dúvida de tudo, no inicio), provisória (porque só vai duvidar até encontrar algo indubitavel e evidente), metodica (porque é o ponto de partida do método), não prática (porque não se aplica ás acções. Para isso Descartes criou a moral provisória ).


A dúvida cartesiana é diferente da dúvida ceptica, pois os cepticos acreditam que é impossivel conhecer, logo a sua dúvida é sistematicamente radical.


A duvida é o ponto de partida do método porque Descartes duvida até encontrar algo indubitavel e evidente.


A Matemática é muito importante para o método porque ele está a seguir o método matemático, ou seja, parte de principios claros e distintos e procede a deduções e demonstrações para o resultado ser o mais objectivo possível.



No método cartesiano, a razão tem 2 poderes fundamentais:



  1. Intuição intelectual (racional) à apreensão imediata de um objecto ou ser, que é presente imediatamente á razão à existência de ideias inatas (ideias exclusivamente racionais)

  2. Poder de raciocinar à construir cadeias de deduções/demonstrações


Regras do método



  1. Regra da evidência à Só considerar o verdadeiro/evidente (claro e distinto)

  2. Regra da divisão à dividir o mais dificil em parcelas pequenas para se tornar mais fácil de conhecer.

  3. Regra da síntese à Começar por conhecer as coisas mais simples e faceis e ir gradualmente até conhecer as mais dificeis.

  4. Regra da enumeração à Fazer revisão geral para ter a certeza que nada foi omitido.


Descartes duvida das suas crenças porque:



  1. Os sentidos enganam-nos ás vezes.

  2. Os homens enganam-se a raciocinar por vezes.

  3. Quando sonhamos, pensamos e os nossos pensamentos são falsos. Ninguem nos pode garantir que não estamos a sonhar agora mesmo.


Mas ao duvidar de tudo, Descartes percebeu que ele, aquilo que duvidava de tudo, tinha de existir para pensar. Eu penso logo existo à 1º Principio da Filosofia Cartesiana


O Cógito é uma substância pensante, pois é uma unidade autónoma (independente do corpo) que pensa, ou seja, cuja essencia é pensar.


Para Descartes algo verdadeiro é algo evidente (claro e distinto).


Pensar à Duvidar à Ser imperfeito


Ser imperfeito à Tem ideia de perfeição


A ideia de perfeição não pode derivar de um ser imperfeito, logo existe um ser perfeito que dá essa ideia de perfeição à Deus


                Criar Perfeição = Criar ideia de perfeição   


ou seja     Ideia de Perfeição = Existência de Perfeição


Descartes distingue 3 tipos de ideias:



  1. Ideias Inatas (ver acima)

  2. Ideias Adventícias – não são claras e distintas porque se baseiam na esperiência sensível (Empirismo)

  3. Ideias Factícias ou Ficticias – dependem da livre associação dos dados sensíveis recolhidos ( Imaginação)


Publicado em: julho 31, 2008
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