Escrevi isto depois de ler: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, de Machado de Assis.
E este texto tem uns 10 anos.
Espero que vocês gostem.
Que faça sentido quando eu já exaurido
Aqui
jaz alguém
Que ao mundo,
Pra onde todos vêm,
Veio também!
E de onde todos
saem Sem ninguém,
Aqui jaz alguém!
A vida já não rumava muito
E rimava menos ainda...
Não
acredito que o
verso Não seja
bonito!
Não acredito em
ditados Que eu não
dito!
A gente logo se acostuma
A ficar sem mais uma pessoa,
Se essa vida não é à-toa,
Explique-me numa boa!
Reprises nunca foram boas
Porque não refazemos o que se escoa!
Nas edições da vida, tentações vencidas,
Matérias corrompidas:
“Paixões, vícios e noções”,
Ambíguas situações!...
No fim das contas,
Tuberculoses pelas ocioses!
Aqui jaz alguém
Que ao mundo,
Pra onde todos vêm,
Veio também!
E de onde todos saem
Sem ninguém,
Aqui jaz alguém!
Não acredito que o verso
Não seja bonito!
Não acredito em ditados
Que eu não dito!
O que é bom demais pra ser verdade,
É mentira em realidade!
Não pedimos para nascer
E somos fadados a morrer, quem consegue entender?
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