O Alentejo é rico em referências válidas de dinamização do
turismo do vinho,
patente tanto nos produtores que iniciaram a sua
actividade nos últimos anos, como naqueles que, sendo mais antigos, investiram em novas instalações. É grande e significativo o impacte comercial da actividade do
enoturismo para quem lhe dedica tempo e dinheiro. No caso da Malhadinha Nova, ela está na mira dos seus proprietários desde o “dia zero”. Conhecedora profunda do mercado pela sua intensa e bem sucedida actividade de distribuição, a família Soares decidiu iniciar-se como produtora de vinho. Desde que o primeiro esboço foi gizado, já o turismo, restauração e até o
spa estavam na mira, como parte fundamental de um dos mais interessantes e bem concebidos projectos vitivinícolas de Portugal. O reconhecimento da
qualidade dos vinhos não tardou, graças ao foco claro e objectivo no cliente final e ao talento enológico de Luís Duarte. A roupagem das garrafas é da “autoria” das crianças da família, criando uma resiliência invulgar de imagem de Norte a Sul do país. Quanto ao turismo, se até há bem pouco tempo o restaurante, sala de provas e actividades diversas ao ar livre atraíam muitos, a estaca definitiva do investimento é hoje bem patente no fabuloso Country House & Spa. Quartos de recorte minimalista, espaços de “lounging” e “couching” bem conseguidos, além de uma considerável panóplia de tratamentos – massagem, sauna, hidroterapia e vinoterapia, por exemplo -, a Malhadinha afirma-se como espaço de retiro e recondicionamento individual. Trata-se de uma abordagem inovadora do enoturismo e corresponde à necessidade e procura de novas propostas de exploração do riquíssimo universo do vinho, capazes de atrair um conjunto de consumidores/apreciadores cada vez mais interessado, exigente e sensibilizado para a qualidade e a diferença.
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