Régia ou amazónica, a vitória sobre as águas A vitória-régia é uma flor aquática gigante nativa da Guiana ex-inglesa e da região amazónica. Seu nome foi dado pelo botânico inglês Lindley em honra a Rainha Vitória de Inglaterra, grande impulsionadora das ciências. O sobrenome régia correspondia à espécie em que se baseou para estabelecer o género; no entanto como essa espécie já fora classificada antes por outro botânico em género diferente, de acordo com a nomenclatura botânica, seu nome atual é”vitoria amazónica” . É uma planta perene, com o
rizoma fino enraizado no fundo lodoso das águas rasas. Do rizoma partem numerosas hastes flácidas e longos pecíolos, em cuja extremidade se
abrem as
folhas enormes, circulares, com as bordas virada para cima a fim de impedir que as folhas sejam invadidas pelas águas. As folhas são verdes na parte superior mas tomam a coloração púrpura sob as águas, e
possuem veios espinhosos quando nascem. Seus bordos são enrolados e só aos poucos essas folhas jovens se abrem para a luz, pigmentando-se de verde-claro, integram-se completamente em suas funções e adquirem a forma circular; no centro da plana localizam-se sempre os elementos mais novos, de menor tamanho, enquanto à sua volta, formando conjunto amplo e original, e dispõem as folhas já adultas, com um ou dois metros de diâmetro. Essas
enormes folhas coriáceas e rígidas, resistentes e dotadas de estômatos (orifícios microscópicos na parte superior verde) podem suportar alguns quilos de peso sem afundar.
Um grande lago para uma grande vitória As flores surgem na superfície das águas, por entre as folhas procedentes do rizoma. Ao desabrochar são alvas e já possuem grandes e numerosas pétalas. Flutuantes e cheirosas, medem de 15 a 45 centímetros de diâmetro. Estas plantas podem cobrir quilómetros sobre as águas. Suas flores abrem-se de manhã e fecham-se a noite. São ligadas ao rizoma por um pedúnculo e possuem numerosas folhas que, das sépalas, passam as pétalas ora brancas ora rosadas. O fruto seco e indeiscente (que não se abre quando maduro) é constituído por numerosas secções onde estão as sementes, circundadas por um tecido mucoso carnudo. As sementes, semelhantes a grãos de ervilha, são comidas depois de torradas. Por esta razão são chamadas de “milho de água”. Delas extrai-se também boa farinha. As flores solitárias são hermafroditas (possuem caracteres dos dois sexos) e a polinização é efectuada pelos insectos, seguramente por besouros. Devido ao seu enorme tamanho, o botânico F.C. Hoehne, em 1910, recomendava que “nunca porém se deve esperar completo desenvolvimento da Victoria sem ter lagos que isto permitam. Eles devem ter pelo menos 20 metros de diâmetro.”
Mais críticas sobre Vitória – Régia (2)