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Relevo do Estado do Rio de Janeiro - Brasil

Summary rating: 2 stars 58 Avaliações
Autor : E.D.Goodwood
Review by : Eduardo_Brazil
Visitas : 2071  palavras: 900   Publicado em: julho 12, 2007
O relevo do Estado é caracterizado por dois grandes domínios: as terras altas e as baixadas. Fazem parte das terras altas o Planalto de Itatiaia e inúmeras serras, como a dos Órgãos e a da Bocaina, cujos pontos culminantes são Agulhas Negras (2.791,55 m), Pedra dos Três Picos (2.310 m) e Pico do Macela (1.840 m), nos Municípios de Itatiaia, Teresópolis/Nova Friburgo e Parati, respectivamente. Por suas características, tornam-se importantes pontos de atração turística. A altitude do Pico das Agulhas Negras foi alterada, em setembro de 2004, pelo IBGE, que, em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), mediu a altitude dos picos da Neblina, 31 de Março, Agulhas Negras e Pedra da Mina, com “...a utilização de recursos mais modernos e novas tecnologias, como o GPS (Sistema de Posicionamento Global – sofisticado sistema de navegação e posicionamento por satélite -...” ( www.ibge.gov.br/ ) As medições anteriores eram feitas com o auxílio do barômetro, aparelho usado para medir a pressão atmosférica e a altitude. A nova medida do Pico das Agulhas Negras é 4,55m maior do que a anterior. Mesmo assim, não impede que, na ordem de grandeza dos picos brasileiros, ele seja ultrapassado pelo Pico da Pedra da Mina (2.798,39m), localizado no Município de Passa-Quatro, em Minas Gerais. Encontram-se nas terras altas, sobretudo nas áreas de relevo mais acidentado, os mais expressivos remanescentes da Mata Atlântica, assim como as maiores evidências de regeneração natural desta floresta. As baixadas, embora tenham o nome genérico de Baixada Fluminense, são mais conhecidas pelas suas denominações locais: Baixada dos Goytacazes (ou Campista), Baixada dos Rios Macaé e São João, Baixada da Guanabara e Baixada de Sepetiba. A denominação Baixada Fluminense fica restrita à porção do território que abrange os Municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. A mais importante bacia hidrográfica é a do Paraíba do Sul. Seu principal rio é o mais extenso do Estado, com 464 km de comprimento. Além dele, podem-se citar o Guandu (26,5 km), o Itabapoana (215,7km), o Macabu (136 km), o Macaé (85 km), o São João (75 km) e o Mambucaba (29,2 km). São aproveitados para o abastecimento d'água, o uso agrícola e a geração de energia elétrica. Dentre as bacias hidrográficas do Estado, as que se localizam na Região da Costa Verde apresentam mais de 60% de suas áreas cobertas por florestas. Em contrapartida, as que se encontram nas Regiões Norte e Noroeste Fluminenses são as menos florestadas, com menos de 1% de suas áreas cobertas por esta classe de vegetação. De acordo com o Mapa de Uso e Cobertura do Solo - 2001, elaborado pela Fundação CIDE, apenas 31,7% do território estadual são cobertos por vegetação remanescente (florestas, mangues e restingas) e secundária. O restante é ocupado principalmente por pastagens, áreas cultivadas e/ou urbanizadas. Os ecossistemas do Estado têm sofrido intensa e contínua degradação. As áreas naturais protegidas - Unidades de Conservação -, sob tutela federal e estadual, cobrem cerca de 10,7% da área do Estado. Nelas, se encontram 63,7% das florestas fluminenses, de acordo com o IQM-Verde II, publicação da Fundação CIDE lançada em 2003. Em junho de 2002, foi criado o Parque Estadual dos Três Picos, aumentando em 75% a área de parques e reservas do Estado do Rio de Janeiro, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Situado na Serra dos Órgãos e recebendo esta denominação em função da Pedra dos Três Picos, o Parque abrange uma área de 46.350 hectares, coberta pela Mata Atlântica, onde se encontram grandes mamíferos e dezenas de espécies de aves típicos da região. Estende-se pelos Municípios de Tesópolis, Nova Friburgo, Guapimirim, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu. Os ecossistemas correspondentes aos Parques Nacionais e Estaduais, às Reservas Biológicas e às Estações Ecológicas do Estado continuam a ser degradados, devido a uma série de problemas, sendo denominador comum os incêndios, as queimadas, os desmatamentos e as ocupações irregulares.

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