José Martiniano de Alencar foi o maior romancista brasileiro do período romântico. Continua sendo, ainda hoje, um
dos mais lidos; seus livros não deixam as vitrines das livrarias, em novas edições de todos os tipos, desde as de preços populares até as luxuosas. Escritor para todas as camadas sociais, é nisto comparável ao Dickens inglês ou ao Mark Twain norte-americano.
Nasceu no Ceará, no Nordeste do
Brasil, em 1829.
Advogado e jornalista, estreou como romancista aos 26 anos, publicando Cinco Minutos. Foi deputado e ministro da Justiça.
Nos seus romances, Alencar sempre procurou dar maior valor à língua falada no Brasil. Por isto, os seus livros não parecem artificiais, como os outros romancistas do seu tempo ( o romance, então, mal começava no Brasil), que escreviam como se vivessem em Portugal.
Os romances de Alencar são de vários tipos. Há os de costume, isto é, os que descrevem a vida de todo o dia nas cidades: Diva, Lucióla, A Viuvinha; os regionalistas, que tratam da gente e de acontecimentos do sertão e dos campos, numa época em que interior do Brasil era pouco habitado:
O sertanejo, OTronco do Ipê, O aúcho, Til; os históricos:
As Minas de Prata, A Guerra dos Mascates; e os indianistas, no quais é focalizado o índio em três fases do seu desenvolvimento: 1) antes do contato do selvagem com o homem branco, em
Ubirajara, 2) um homem branco vivendo entre índios, em
Iracema ( que é o seu romance mais importante ), e 3) um índio vivendo entre os brancos, em
O Guarani.
O Guariani é o romance da formação nacional
brasileira. Livro grandioso, onde Peri, o índio guarani, é super-herói de grande força física e elevado valor moral. O grande compositor Carlos Gomes baseou-se neste livro para escrever a ópera que tem o mesmo título.
Alencar fez também algumas peças de teatro;
Nas Asas de um Anjo,
Mãe, O Demônio Familiar.
Fleceu aos 58 anos, em 1887.