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Shvoong Home>Livros>Referência>Resumo de História da Loucura

História da Loucura

Resumo do Livro   por:LuizCarlosPereira     Autor : Michel Foucault
ª
 

Esta foi a primeira grande obra de Foucault, escrita enquanto ele era diretor da Maison de France na Suécia.

História da Loucura é um estudo de idéias, práticas, instituições, arte e literatura relativas à loucura na história ocidental. Foucault começa sua narrativa na Idade Média, detectando a exclusão física-social dos leprosos. Argumenta que com a gradativa exclusão dos leprosos, a loucura ocupou essa posição excludente. Durante a Renascença, a loucura foi tratada como um fenômeno corriqueiro porque os homens não podiam entender por completo as razões de Deus.

O que tornou História da loucura um livro emblemático foi a sua preocupação em romper com a metodologia adotada pela epistemologia. Foucault propõe outro método e assim inicia o desenvolvimento daquele que viria a ser conhecido como estudo arqueológico.

Por meio da arqueologia focaultiana, a trajetória de uma ciência não é abordada como uma sucessão de eventos lineares em direção a verdade terminal. No livro, no lugar de sucessivos avanços científicos rumo a psiquiatria moderna, o autor observa rupturas que, na realidade, refletem contextos sócio-político-econômicos de cada época.

O louco era entendido como aquele que chegou próximo demais a Razão de Deus, portanto, era aceito no meio social. Somente depois do século XVII, num movimento que Foucault descreve como o Grande Confinamento, esses membros "irracionais" da população começaram a ser presos e institucionalizados.

No século XVIII, a loucura passou a ser encarada como o oposto da Razão, pois muitos homens assumiam o comportamento de animais e, portanto, deveriam ser tratados como tais. Somente a partir do século XIX, a loucura é vista como doença mental que deve ser tratada.

Foucault demonstra que o "confinamento" social foi um fenômeno europeu generalizado desenvolvido de maneira singular na França e de modo comum em outros países, como por exemplo, Alemanha e Inglaterra. Alguns críticos históricos também começaram a refutar suas convicções céticas para "abraçar" o ensinamento revolucionário trazido à tona por este livro.

Durante a era clássica, Estado e igreja mantinham estabelecimentos de exclusão, com vistas a isolarem “vagabundos”, “devassos”, “libertinos”, “feiticeiros”, enfim, aqueles que, de algum modo escapavam às regras da sociedade. Dentre os enclausurados estavam os loucos, vistos como portadores de desrazão e, por isso, um perigo à “razão”.

Mais tarde, no século XVIII, uma onda de indignação pairou sobre a mistura, dentro de um mesmo ambiente, de loucos e demais presos. A crítica era feita, especificamente, à indignidade que era manter os presos “sãos” no meio de um “bando de loucos”.

Foucault também argumenta que, durante a Renascença, a loucura tinha o poder de impor uma ordem social bem como a capacidade de apontar para uma verdade mais esclarecedora e profunda. Ele ainda examina o surgimento da sociedade moderna e os tratamentos "humanitários" para o louco. Foucault afirma que tais tratamentos não mais controlavam os métodos aos quais se propunham. O tratamento de Samuel Tuke consistia em punir os loucos até que eles não mais desenvolvessem a loucura. Similarmente, o tratamento de Philip Pinel consistia numa terapia de aversão, o que incluía banhos de água fria e camisa de força. Na visão de Foucault, esse tratamento somado a repetida brutalidade traria ao paciente a internalização de julgamento e punição.
Publicado em: 09 setembro, 2011   
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  1. Responda   Pergunta  :    marcado pela revolusão fracesa,o surgimento da era moderna,troxe novas concepções nas formas de organização econômica e social.toda aquela população de indivíduos excluídos passaram a ter importancia Veja tudo
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