POVOAMENTO
A HISTÓRIA DO BRASIL PASSA POR AQUI Começa no século XVI a história de Nova Iguaçu, com a doação da Capitania de
São Vicente (1532) a Martim Afonso de Souza, pela Coroa portuguesa. Dela
faziam parte as terras no vale dos rios Iguaçu, Meriti, Sarapuí e Estrela
(Inhomirim), habitada pelos índios tupinambás. Eram constituídas de terrenos
alagadiços (
baixada), pantanosos, e das serras, de onde desciam muitos rios. 1555 –
A invasão francesa – Franceses protestantes, liderados por Nicolau
Durand de Villegagnon, invadem a Baía Guanabara, a 10 de novembro. Seu
objetivo: fundar a França Antártica, para servir de refúgio aos fiéis perseguidos na
Europa. Para se estabelecer, eles travaram relações amistosas com os índios
Tupinambás, (apelidados de
tamoios), que eram inimigos dos portugueses.
Essa aproximação, que ficou conhecida como Aliança Franco-Tamoia, provocou a
reação dos jesuítas que catequizavam os indígenas no Brasil: eles passaram a
uma intransigente oposição aos tupinambás – que foram posteriormente
dizimados – e a reunir reforços para a expulsão dos franceses. 1567 – Saída dos franceses e anexação ao
rio de Janeiro – Com a expulsão
dos franceses, as capitanias voltam ao domínio da Coroa portuguesa. A de São
Vicente, pouco depois, tem seu nome trocado para Capitania do Rio de Janeiro e
sua área passa para a jurisdição da cidade do Rio de Janeiro, após a derrota da
Aliança Franco-Tupinambá.
Para garantir o povoamento e evitar novas invasões, são doadas as primeiras
sesmarias e a do Iguassu cabe a Brás Cubas, Antônio Vaz e Manoel Ribeiro, entre
outros. Chegam com eles os primeiros colonos portugueses e começa o cultivo
das terras, com plantações nas encostas da serra de arroz, milho, feijão,
mandioca e cana-de-açúcar. Nas áreas inundadas foram sendo implantadas
olarias, que aproveitavam a excelente plasticidade do barro. SÉCULO XVII – OS ENGENHOS DE AÇÚCAR E O INÍCIO DE NOVO CICLO
1611 – O ciclo dos engenhos – Começa a ser construído o primeiro engenho de
açúcar do Iguassu, por monges beneditinos. Seguiram-se outros, mas a atividade
não foi muito proveitosa. O primeiro funcionou por apenas 35 anos: foi fechado
pela pouca produtividade dos canaviais, plantados nos terrenos alagadiços.
Nesta época, os produtos agrícolas eram transportados até a Baía de Guanabara,
pelo leito dos rios, dando início ao caminho das águas. Dali abasteciam o
município do Rio de Janeiro. 1698 – O Caminho do Pilar do Iguassú – No final do século, tem início a
abertura do primeiro caminho do ouro a passar pela região. Foi criado para
substituir o traçado do caminho tradicional, que terminava em Parati. Agora, o ouro
trazido das minas gerais chegava até os portos do rio, de onde embarcava para a
Baía da Guanabara. O Caminho do Pilar do Iguassu – um dos nomes pelos quais
ficou conhecido – foi chamado, inicialmente, de
Caminho Novo das Minas. Passou
depois a o
Caminho Velho, quando foi aberto o Caminho Novo doTinguá. 1699 – Nascimento da primeira sedo do futuro município – Começava a
devoção a Nossa Senhora da Piedade do (rio) Iguassú, origem da futura
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú. A igreja Matriz seria erguida
à margem direita do rio e cresceria, naquele ponto, a Povoação de Iguassú,
primeira sede do futuro município. SÉCULO XVIII – PROSPERIDADE À BEIRA DOS RIOS
No início dos 1.700 os c
aminhos do ouro ampliaram ainda mais a importância dos
rios, que eram a ligação entre os
caminhos de terra firme e a Baía de Guanabara.
Pelas águas seguiam o ouro, café e demais produtos agrícolas – os proprietários
de terras já contavam com a mão-de-obra escrava e acumularam nesta época
grandes fortunas. Os vilarejos às margens dos rios que serviam de porto, como a
Povoação de Iguassú, prosperaram e cresceram em importância. SÉCULO XIX –VIDA, NASCIMENTO E MORTE DE UM MUNICÍPIO.
1811 – O ciclodo café e um nome de destaque nacional – O café é a grande
riqueza agrícola desta época e propicia o surgimento de uma via, que seria a
primeira estrada brasileira aberta para transporte desse grão – a Estrada Real do
Comércio. Ela tinha início no Largo dos Ferreiros, no perímetro urbano da Vila de
Iguassu, indo até as terras do Barão de Ubá, em Paraíba do Sul. Tinha trechos
calçados de pedra, tanto ali como na Serra do Tinguá, que existem até hoje.
O engenheiro militar que a construiu deixou seu nome na história de Nova Iguaçu:
Coronel Conrado Jacob de Niemeyer. E não apenas por esse trabalho, mas
também por outro de suma importância: fez o levantamento hidro-topográfico da
região em que a estrada foi construída (entre os rios Iguassú e Parahyba). Ele
estabeleceu uma tradição familiar que levou um de seus descendentes, segundo
descoberta do historiador iguaçuano Ney Alberto Gonçalves Barros, a gravar seu
nome na história do Rio de Janeiro.
Conrado, o
Neto – como era conhecido – foi fundador do Clube de Engenharia do
Rio de Janeiro e construiu – com seu próprio dinheiro – a Estrada Niemeyer, que
liga a orla marítima, na Zona Sul daquela cidade, às terras que herdara e que se
transformariam, posteriormente, no bairro de São Conrado. Uma parte delas, que
vendeu a um português de nome Vidigal, viria a se transformar no morro do
Vidigal. Também a capela de São Conrado foi construída por ele, às suas próprias
custas. 1833 – A criação do município – Nasce o Município de Iguassú, criado por
decreto datado de 15 de janeiro. Para sua sede, foi escolhida uma das inúmeras
povoações existentes no vasto território: a próspera Iguassu, à margem do rio. Ela
foi elevada à categoria de vila para cumprir a nova função.
O território do município era então composto por seis Freguesias ("distritos"),
desanexadas da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro: Nossa Senhora da
Piedade do Inhomirim, São João Batista do Meriti, Santo Antônio da Jacutinga,
Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, Nossa Senhora do Pilar (do Iguassú)
e Nossa Senhora da Piedade do Iguassú (sede da Vila de Iguassú).
Entre os demais lugarejos então existentes, crescia o aglomerado em torno de um
pouso de tropeiros. Seu nome, Maxambomba. Ficava no
Caminho de Terra Firme, onde hoje se localiza a Igreja de Fátima e São Jorge, em Nova Iguaçu. Os
tropeiros – condutores das tropas de mulas carregadas com o ouro – ali tinham
seu lugar para repousar, dar descanso aos animais, trocar ferraduras e comprar
víveres, e tornando o ponto sempre mais movimentado. 1835 – Extinção – Surpreendentemente, o novo município teve vida curta, neste
primeiro momento: dois anos depois de criado, foi extinto pela Assembléia
Legislativa da Província (Lei nº 14, de 13/04/1835) e teve seu território dividido
entre os municípios de Vassouras e Magé. 1836 – Mudança – Uma outra lei, um ano depois (Lei nº 40, de 07 de maio),
separou ainda mais as freguesias, determinando que algumas ficassem
provisoriamente integrando as terras de Niterói. Dentre elas, a Freguesia de
Iguassu (Marapicu, Jacutinga e Pilar foram as outras). 1836 – Renascimento – Antes que aquele ano acabasse, nova reviravolta. O
município foi restaurado pela mesma Assembléia Legislativa (Lei nº 57) em 10 de
dezembro, nos termos de sua criação. Com exceção da Freguesia de Nhomirim,
que ficou sob a jurisdição do Porto da Estrela – mais tarde, Vila da Estrela. SÉCULO XIX – DE MAXAMBOMBA A NOVA IGUAÇU
1858 – A via férrea e novas mudanças – As contínuas mudanças – marca de
sua formação – voltaram a sacudir o município, meio século depois. Desta vez,
com a chegada da via férrea, que ligava o Rio de Janeiro ao Pouso dos
Queimados para o transporte do café.
O comércio trocou as águas dos rios pelos trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro
II (que se tornaria a Central do Brasil durante a república, e tem hoje o nome de
Rede Ferroviária F
Mais críticas sobre Quando a História do Brasil se mescla com a de Nova Iguaçu