Lançado no mês de março passado, o
livro Morcego em París, reúne crônicas publicadas na
imprensa entre 1966 e 1987 pelo
jornalista Carlos Rafael Guimaraens. São mais de 80 textos divididos em quatro partes: "Romaria dos Milagres" traz crônicas com uma visão peculiar de cidades européias - entre elas esta o texto Morcego em París, que empresta seu nome ao livro; "Artes e Humanidades" trata de cultura e comportamento urbano; "Crônicas do Cotidiano" fala de temas do dia-a-dia. O livro ainda traz o ensaio "Cervantes e Nós", sobre o autor de Dom Quixote.
Carlos Rafael Guimaraens, falecido em 1987, aos 61 anos, permanece como um dos mais brilhantes cronistas já revelados pela imprensa gaúcha. Com seu estilo incisivo, irritado com a estupidez alheia, escrevia com um misto de graça, elegância e ironia e, brincava com a própria erudição ao cotejar episódios do cotidiano.
O jornalista nasceu em Porto Alegre, no
dia 31 de janeiro de 1926. Era filho do poeta simbolista Eduardo Guimaraens, que faleceu quando ele tinha dois
anos de idade. Trabalhou no jornal Estado do Rio Grande, na Revista do Globo e na Companhia Jornalística Caldas Junior, onde foi repórter, redator e cronista dos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde.
Morcego em París é uma publicação da Editora Libretos, com capa e design de Clô Barcellos. E a edição e revisão crítica ficaram a cargo de seus filhos, os jornalistas Rafael Guimaraens e Eduardo Guimaraens.
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