Procurar
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Criar uma conta no Shvoong começando do zero

Já é um Membro? Entrar!
×

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

ou

Não é um membro? Registrar-se!
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

Shvoong Home>Livros>Literatura Clássica>Resumo de A imagem da cidade moderna. In: Modernidade e Modernismo no Brasil

A imagem da cidade moderna. In: Modernidade e Modernismo no Brasil

Resumo do Livro   por:ElisTeixeira     Autor : Aracy Amaral
ª
 
O texto ”A imagem da cidade moderna: o cenário e seu avesso” de Aracy Amaral, inscrito na obra “Modernidade e Modernismo no Brasil” organizado por Annateresa Fabris questiona o que há por trás da ordem aparente de “Sinfonia de uma Metrópole” que é um documentário do cinema mudo brasileiro realizado em fins da década de 1920 e inspirado num título similar sobre Berlim.
O filme sobre São Paulo surpreende pela organização da cidade, sua limpeza e administração. Uma cidade sob conctrole, cuidada com número razoável de habitantes, em fase de crescimento e humana, expondo a multiplicidade cultural e étnica, multiplicidade única no Brasil.
Quanto ao avesso da cidade moderna, abordado no texto, pode ser o antiurbano ou rural, suburbano, a periferia por oposição ao centro; o popular em contraposição à elite letrada. A elite plena de urbanidade europeizada, contrapõe-se a massa urbana de origem sobretudo italiana, fenômeno dos anos 20. O proletariado possui cultura, teatro, literatura, saraus tudo próprios, ponto de encontro que a partir dos anos 30 ocasiona a revolta diante da opressão.
Cancline lembra que a modernidade é vista como uma máscara, um simulacro urdido pelas  elites e pelos aparatos estatais que se ocupam da arte e da cultura, tornando-os representativos.
No início do século XX a fé desmensurada no futuro e o menosprezo pelas regras do passado a partir da magia do “progresso” fez com que países de tradição menos fortes, destruíssem o que havia de fisicalidade dos centros urbanos em função dos novos figurinos.
No Brasil, nesse intervalo de duas guerras, em São Paulo havia uma inquietação latente e no  Rio de Janeiro com as reformas no centro da cidade, tudo contribuía para a fé no futuro o que vai fazer com que Mário de Andrade afirme ser o movimento modernista o prenunciador de um estado de espírito nacional. Estado esse que solicitava a renovação das artes.
O progresso e o crescimento assombroso vão tocar as obras dos poetas, como acontece com Monteiro Lobato, Luiz Aranha, e com o próprio Oswald de Andrad que traça com humor uma panorâmica da história do país, em Pau-Brasil. Mário de Andrade homenagem a cidade de São Paulo na  Paulicéia Desvairada lançada em 1922. Ainda em 1920, Alcântara Machado apreende o clima ítalo-paulista em Kodak e em Bras, Bexiga e Barra Funda.
Em 1926, Blaise Cendras registraria as impressões que a nova metrópole lhe causa para prefaciar a primeira individual de Tarsila em Paris. O historiador Nicolau Sevcenko enfatiza as emoções novas da cidade grande.
Aracy Amaral conlui o texto questionando se o “avesso” do cenário da cidade moderna sugerido pela provocação da organizadora é esse que vem sendo descrito e contrapõe, a massa, o lado cortiçado à elite nos salões, em confeitarias, em automóveis pela Avenida Paulista, afirmando que esse lado é moderno e não avesso.  Ela também acresce ao texto questões sobre o modernismo na arquitetura de São Paulo. E diz que a utopia do moderno cedeu lugar à realidade dura.
Traduzir Enviar Link Imprimir
X

.