RESUMO: O nascimento de Frankenstein no verão de 1816 Uma tempestade violenta mudou os rumos da literatura
de terror.
Isso foi no Verão de 1816.
Mary Shelley tinha dezenove anos e passava o Verão com seu marido, o poeta Percy Shelley em Chapuis (Geneva). Estavam presentes Claire Clairmont, John Polidori (fisicultor de Lord Byron que mancava de uma perna) na Villa Diodoti, alugada por Byron, nas margens do Lago Geneva.
Na noite de 16 de junho, uma fortíssima tempestade impediu que o casal Shelley voltasse para Chapuis e, assim, eles permaneceram na Villa Diodoti com o resto.
A turma ficou lendo histórias de fantasmas (numa noite de tempestade!) e Byron teve a inspiração de sugerir que cada um dos presentes escrevesse uma história de fantasmas. Polidori escreveu O Vampiro, primeiro conto vampiresco moderno. Byron mostrou apenas um conto, não terminado, chamado The burial (O enterro), Shelley escreveu uma história ‘esquecível’ e Mary não estava inspirada.
Porém, a cabeça dela ficou minhocando e alguns fatores ‘extracampo’ contribuíram para que começasse a escrever sua obra-prima. Ela teve pesadelo, houve um incidente com Byron lendo um poema, Percy Shelley bravo com ele, e ela tomou conhecimento de um texto que falava sobre feitura de humanóides. A mistura toda, de alta voltagem, fez com que ela sentasse, na manhã de 23 de junho de 18l6, para escrever Frankenstein. Completou o livro em maio de 1817 e publicou a 1º de janeiro de 1818.
Como se vê, Frankenstein, o humanóide feito de pedaços de gente, também nasceu de retalhos de vida.
E até hoje apavora e provoca a imaginação de milhares de leitores pelo mundo inteiro.
Um resumo rápido pra dar tempo a você de comprar num sebo ou pegar numa biblioteca. Vale a pena! Abraços, Werneck