Frei Ramón de Alquézar, homem rijo e determinado, não levava mais do que uns pertences pessoais, um par de livros de orações e precioso manuscrito com capa de couro que guardava com a sua vida nesta viagem até Roma. Por ele tinha abandonado o Convento de Olivar de Saragoça e quebrado os seus votos conventuais. O seu objectivo era levar estemanuscrito ao Papa Urbano VIII e deixar provado que Isabel de Aragão, raínha de Portugal, merecia subir aos altares e ser considerada santa pela igraja católica.
Através das páginas deste precioso manuscrito escrito pela mão da própria rainha, ficamos a conhecer a vida desta mulher que nasceu infanta de Aragão, no frio e inóspido mês de Fevereiro de 1271, em Espanha. Mas ficou para a história como raínha Santa Isabel de Portugal, mulher de D. Dinis, mãe do futuro rei D. Afonso IV.