Faulkner, Stevenson entre os criminosos, Conan Doyle e as mulheres, Turgueniev, Thomas
Mann, Lampedusa, Rilke, Nabookov, Sterne ... um total de vinte génios da literatura ressuscitam nestas breves e insólitas biografias, graças ao rigor, à subtileza, à elegância da escrita de Javier Marías. Todos eles estão mortos e todos foram tratados como personagens de ficção, com um afecto é uma ironia a que não é alheia a profundidade. "Artistas perfeitos", que encerra este livro, oferece o
contraponto das resenhas biográficas. As suas imagens paradas prescindem de anedotas ou traços de carácter para sublinhar a expressividade dos rostos, tiques e gestos, espontâneos ou artificiais, dos artistas que só na posterioridade alcançam a perfeição.