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Shvoong Home>Livros>Biografias>"O PROFETA DAS SELVAS"- vida e obra de Albert Schweitzer

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"O PROFETA DAS SELVAS"- vida e obra de Albert Schweitzer

por : Sanmys    

Autor : Hermann Hadedorn

Albert Schweitzer - um místico em ação que consagrou sua vida ao serviço da humanidade. Nascido na Alsácia (14/01/1875)
teve uma infância mesclada de tradições culturais e religiosas como filho de pastor evangélico. Iniciado pelo pai em lições de piano e posteriormente apaixonado pelo órgão, teve os estudos escolares acompanhados pelos tios paternos. Como toda criança teve seus períodos de divagação  até encontrar o caminho do estudo/aprendizado com dedicação, colocando sentimento e a própria alma na interpretação de grandes mestres da música - Beethoven, Mendelssonh, Brahms, Mozart, Bach - que o acompanharam por toda a vida como seu grande intérprete. De temperamento inquisitivo o levou a estudar teologia e filosofia para entender os ensinamentos do Mestre Jesus - histórico e lendário. A lógica do pensamento estóico - enfrentar a realidade - era o que importava;  não era a natureza do Universo ou o problema do conhecimento mas sim o enfrentar as situações comuns da vida o grande desafio. Em sua juventude acompanhou todo o evoluir para um novo estilo de vida, o progresso através de novas conquistas da ciência, o fim do século XVIII - e ao mesmo tempo sentia fadiga de tudo o que estava a usufruir; sentia-se em débito para com os que não conheciam a felicidade. Toma a decisão de dedicar a vida a fazer outras coisas mais...Seguem-se nove anos de intensos estudos de filosofia, religião e música. Viveria até os 30 anos sua própria vida. Trabalha em obras sociais, medita, estuda medicina e se prepara para o grande salto rumo continente africano . Em 1905 comunica aos amigos e à família sua decisão de ir para o Congo Francês como médico e missionário. Estava no auge da carreira quando deixa tudo para estudar medicina em Paris. Em paralelo trabalha uma de suas obras "Em busca do Jesus Histórico". Os pontos de vista religiosos divergentes criam-lhe dificuldades na aprovação de seu nome para erguer um hospital em Lambaréné, colônia de Gabão na África Equatorial Francesa. Rumores de guerra na Europa correm quando ele parte; seguindo o que os governos da França e da Alemanha fazem, ele também providencia uma reserva em ouro com a ajuda recebida para a obra que pretende realizar. Parte em 1913 com a esposa Helena Bresslau. A viagem por mar e depois pelo rio Ogowe até a estação missionária termina com uma decepção - tudo estava por fazer. Seu trabalho teve início ao ar livre atendendo centenas de pessoas doentes a chegar de todos os lados; e o dr. "Oganga" (feiticeiro) fazia mágicas com instrumentos misteriosos e brilhantes. O convívio e o aprendizado na selva com um povo de costumes muito diferentes dos costumes europeus foi mais uma lição para o médico que passa a falar como juiz, misssionário, amigo, patrão. A guerra na Europa transformou-o num prisioneiro - era alemão em terras francesas! A burocracia falava mais alto. Os nativos não entendiam o que se passava, mas passaram a sofrer as consequencias sendo inclusive recrutados para a guerra. Voltou para a França como prisioneiro e posteriormente libertado podendo voltar às atividades como conferencista, teólogo, músico, professor, etc., sem esquecer sua empresa na África para onde voltou e recebeu ajuda de outros missionários que passaram a participar, pois tudo precisava ser reconstruído. A sua liderança era a melhor lei para colocar tudo em funcionamento. A mentalidade do negro nativo não entendia a filosofia do branco. O exemplo, o bom humor, a justiça, a bondade eram a melhor método para que eles aprendessem a lição contribuindo com seu trabalho para a construção de um novo hospital num local onde haveria inclusive a produção de alimentos para atender às levas de doentes que vinham de todos os lados.Sua obra foi reconhecida com o Prêmio Goethe pelo seu esforço para desenvolver uma filosofia da vida e da humanidade. Ele havia entendido as palavras - "só uma coisa é necessária" - Assumiu a posição de fazer os homens pensar, torná-los mais puros de coração, aprofundar a vida íntima das pessoas.
"Não há heróis da ação; há somente heróis da renúncia e do sofrimento".
Publicado em: julho 13, 2009
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