Para o crítico estadunidense Harold Bloom, Machado de Assis foi o melhor escritor afrodescendente de todos os tempos e poderia
ser colocado ao lado de clássicos como Dante, Shakeaspeare e Cervantes.
Machado nasceu em família humilde, e foi praticamente autodidata, tendo atingido uma erudição rara, principalmente por tratar-se de um brasileiro e mulato do século 19.
O professor, poeta e ensaísta Agnaldo José Gonçalves comenta que o que distingue Machado é a lucidez de seus propósitos e a competência artística que traz no interior de sua obra um arguto crítico. Ele lembra que, na narrativa basileira, a expressão literária baseava-se no estilo da época e nas tematizações. Contrariamente a isso, Machado volta-se para a construção crítica e formal da literatura, e apresenta em sua obra uma forma revolucionária; e foi esse, segundo Gonçalves, o maior legado deixado pelo escritor carioca.
A formação da fisionomia lterária brasileira deve muito aos leitores de Machado de Assis.