Antônio
Frederico de Castro Alves (1847-1871), era poeta romântico
brasileiro, nascido em Muritiba. Filho do médico Antônio
José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro. Faleceu em Salvador. Ambas as cidades, a do nascimento e a da morte, situadas na Bahia. Estudou direito em São Paulo, onde exerceu forte liderança estudantil. Sua poesia tinha caráter “condoreiro” pois, influenciado pelo modelo de Victor Hugo, Castro Alves chegava freqüentemente ao exagero da expressão, de forma quase gongórica. A poesia de Castro Alves tem duas vertentes distintas. Uma lírico-amorosa, plena de sensualidade, e outra social e humanitária. Porém, com intenso vigor poético e inspirada lírica, o poeta dedicou-se, sobretudo, à temática humana e social, combatendo o tráfico negreiro e defendendo a abolição. Seu prestígio e popularidade foram importante auxílio à campanha que acabou por criar a
Lei do Ventre Livre (1871) que proibia a escravidão de filhos de cativos nascidos a partir daquele ano. Um tumultuado romance com a atriz Eugênia Câmara, que foi musa de muitos de seus versos de amor, e um tiro acidental no pé esquerdo durante uma caçada, marcam o início do fim de Castro Alves. A amputação do pé e uma tuberculose levaram-no, em 1870, para uma temporada na fazenda de parentes, na Bahia. Em novembro deste mesmo ano foi editado
Espumas flutuantes, seu primeiro livro, o único que viu publicado. A decadência física não impediu que até 1871, ano de sua morte aos 24 anos, Castro Alves escrevesse belos poemas, muitos inspirados pelo derradeiro amor, a cantora Agnese Murri. Antônio
Frederico de Castro Alves é patrono da cadeira número sete da Academia Brasileira de Letras, ABL, por escolha de Valentim Magalhães. Suas obras são
Espumas Flutuantes (1870),
Os Escravos (1883, dividido em duas partes:
A cachoeira de Paulo Afonso e
Manuscritos de Stênio) e
Gonzaga ou a Revolução de Minas (1876).