Marques Rebelo é o pseudônimo de Edi Dias da Cruz, que nasceu no Rio de Janeiro em 1907 e morreu em 1973. Marques Rebelo está no centro de
uma linhagem romanesca carioca que instaurou a escrita urbana
brasileira. Se Manuel A. de Almeida, Machado de Assis e Lima Barreto, entre outros, o precederam, ele, escritor do momento presente, com o Rio de Janeiro tendo passado por inúmeras transformações decorrentes do amplo processo de industrialização e o mundo sendo surpreendido pelas guerras mundiais, sabe que seu tempo é outro. Em sua ficção, a cidade não é um mero cenário para a realização das ações, mas a própria destinação do homem contemporâneo que, conhecendo a explosão demográfica transformadora da coletividade, vê surgir uma ativa classe proletária consciente de sua condição, uma classe média cada vez maior e uma recente leva de industriais e banqueiros que compõem a elite econômica do país. Aproveitando-se de toda essa mudança, a respectiva novelística manifesta os segredos do espírito carioca que, por sua vez, com seus dramas e alegrias, tem uma voz a configurar sua maneira de ser. Marques Rebelo atualiza a herança dos grandes escritores mencionados, legando mais um caminho a seus sucessores.
obras
Oscarina (1931)
Três Caminhos (1933)
Marafa (1935)
A Estrela Sobe (1939)
Estela me Abriu a Porta (1942)
Cenas da
vida Brasileira (1943)
Conversa do Dia (1954)
Cortina de Ferro (1956)
O Espelho Partido (1959)
O Trapicheiro (1959)
A Mudança (1962)
O Simples Coronel Madureira (1967)
A Guerra Está em Nós (1968)
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