As vanguardas brasileiras ganham nova força com a chegada dos anos 60, renovando possibilidades de pensamento e exercendo grande influência em todo panorama cultural do país, como o cinema, a música popular, as artes gráficas e demais manifestações. Dentro desse contexto, surge Mário Chamie, o poeta-ensaísta criador da "Instauração Praxis", que tem como
uma de suas principais características fazer com que a
arte se deixe contaminar por diversos aspectos, até então tidos como não artísticos, da concretude do mundo. Nessa prática vinculadora da experiência lingüística às questões sociais ou à realidade como
Um todo, o poeta se mistura a trabalhadores rurais ou urbanos para fazer um levantamento de discursos que são recriados em poemas que passam a incorporar a intensidade da fala de uma comunidade que só se reconhece pelas palavras trocadas entre seus membros. Com a escrita transgressora dessa poética da ação, e contra o intelectualismo de uma arte pela arte, a poesia-praxis se abre às contradições históricas e existenciais do homem brasileiro, desconstruindo um conjunto de sistemas estabelecidos.
obras
Espaço Inaugural (1955)
Lavra Lavra (1962)
Palavra Levantamento (1963)
Indústria (1967)
A Transgressão do Texto (1972)
Planoplenário (1974)
Instauração Práxis (1974)
A Linguagem Virtual (1976)
Objeto Selvagem (1977)
A Quinta Parede (1986)
Natureza da Coisa (1993)
Caravana Contrária (1998)
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