Ao longo de trinta anos de um percurso que vai de ‘Língua Franca’ (1968) a ‘Quatorze Quadros Redondos’ (1998),
Leonardo Fróes, unindo forte conhecimento da tradição literária a uma intensidade da própria
vida, realiza uma das poéticas brasileiras de maior vigor e singularidade dos últimos anos. A perfeição, o impacto e a densidade de muitos de seus poemas é arrebatadora. Entre as questões fundamentais de sua obra, manifesta-se a do poeta que, lançado em busca de si mesmo, encontra sempre o constante devir. Dissolvendo a subjetividade no comunitário, ou, mais freqüentemente, na natureza, ele caminha em uma ambiência de "desrespeito aos limites": reflete, assim, uma experiência de despersonalização extática. Sua poesia também busca a confluência entre o "literário" e o "não-literário", expressa na tensão entre expressões cultas e populares, citações em línguas estrangeiras e grafites, palavras-valise e gírias... A possibilidade de alternância entre o verso e a prosa é outra das características marcantes desse escritor, também ensaísta e considerado um dos melhores tradutores do momento.
obras
Língua Franca (1968)
A Vida em Comum (1969)
Esqueci de Avisar que Estou Vivo (1973)
Anjo Tigrado (1975)
Sibilitz (1981)
Assim (1986)
Um Outro. Varella (1989). Argumentos Invisíveis (1995)
Um Mosaico Chamado a Paz do Fogo (1997)
Quatorze Quadros Redondos (1998)