Poucos escritores conseguem reunir em suas obras universos tão disparatados quanto a pequena cidade de Caruaru, no Pernambuco nordestino, e a metrópole carioca. Tendo nascido naquela, em 1918, e morrido no Rio de Janeiro, em 1971, José Condé transita pela estrada que o leva do romance urbano ao do reencontro com sua terra natal. Enquanto o segundo se caracteriza por
uma procura de enraizamento (e sua determinação), o primeiro é necessariamente o lugar de uma perdição, de uma impossibilidade de encontro do ser humano consigo mesmo. Com os dramas noturnos que lhe são característicos, sua Copacabana romanesca é o ambiente por excelência da solidão mais acentuada, que conduz o homem à angústia de sua condição e à decadência intransponível: qualquer intimidade com a metrópole é vedada. Já no lado interiorano de sua ficção, o histórico, o político e o sociológico incorporam uma forte dose de humanismo, cujos conceitos de honra, fidelidade, fraqueza, coragem e tradição caracterizam o homem nordestino. Em ambos os casos, com poesia tensa, é a reflexão acerca das intensidades da
vida que sai ganhando.
obras
Caminhos na Sombra (1945)
Onda Selvagem (1950)
Histórias da Cidade Morta (1951)
Os Dias Antigos (1955)
Um Ramo para Luísa (1959)
Terra de Caruaru (1960)
Vento do Amanhecer em Macambira (1962)
Os Sete Pecados Capitais (1964)
Noite contra Noite (1965)
Pensão Riso da Noite: Rua das Mágoas (1966)
Como uma Tarde em Dezembro (1969)
Tempo Vida Solidão (1971)
Obras Escolhidas (1978)
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