Aluísio Jorge Andrade Franco nasceu em Barretos, SP, em 1922 e morreu em São Paulo em 1984.
A dramaturgia de Jorge Andrade parece seguir à risca o conselho que lhe foi confiado pelo teatrólogo norte-americano Arthur Miller: "volte para seu país e procure descobrir por que os homens são o que são e não o que gostariam de ser, e escreva sobre a diferença." Como conseqüência, nas obras andradinas, fortemente enraizadas na realidade, não há espaço para a fantasia ou o sonho. Adepto do lema "ninguém inventa nada", suas peças se fundam nos tipos humanos comuns, com suas desventuras coletivas e individuais. Andrade não se preocupa em extremar ou em dar contornos sutis às personagens. Trata-se antes, para ele, de representar os lugares-comuns da família e da sociedade em sua imbricação complexa e, sobretudo, injusta, tendo como ponto central a incomunicabilidade humana. Há em todo o seu trabalho uma importante vertente autobiográfica, tanto na reiteração do conflito pai-filho quanto na derrocada da aristocracia cafeeira que se seguiu à crise mundial de 1929. Destaca-se ainda o grande preparo histórico e social do autor, o que dá ainda maior dimensão a seu teatro.
obras
O Telescópio (1951)
A Moratória (1955)
Pedreira das Almas (1957)
Vereda da Salvação (1958)
A Escada (1961)
Os Ossos do Barão (1962)
A Senhora da Boca do Lixo (1963)
Rasto Atrás (1965)
As Confrarias (1969)
Sumidouro (1970)
Marta, a Árvore e o Relógio (1970)
Milagre na Cela (1977)
Labirinto (1978)