Fernando Tavares Sabino nasceu em Belo Horizonte em 1923. Tradutor de Flaubert e Henry James, entre outros, Fernando Sabino, desde sua estréia em 1941, vem escrevendo contos, novelas, crônicas, romances e biografias. Trabalhou como jornalista e, durante o período em que teve uma importante editora, publicou livros de escritores brasileiros do porte de Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Rachel de Queiroz e Autran Dourado, além da
obra de Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Através de
um estilo ágil e direto, que confere a seus escritos um tom quase que de confidência oral, várias situações do cotidiano vão surgindo repletas de vibração e
absurdo. A ausência de sentido das coisas, entretanto, aparece em inúmeras variações entre dois extremos: do aspecto noturno da inutilidade, que leva à fragilidade e à solidão humanas, ao diurno, no qual o cotidiano é visto como propiciador do cômico. Dele, já foi dito ser um "Kafka de eletricidade positiva", ou seja, um escritor para o qual o mundo só é suportável, e até mesmo divertido, justamente pelo absurdo que lhe é inerente.
obras
Os Grilos não Cantam Mais (1941)
A Marca (1944)
A Cidade Vazia, Medo em Nova York (1950)
A Vida Real (1952)
O Encontro Marcado (1956)
O Homem Nu (1960)
A Mulher do Vizinho (1962)
O Grande Mentecapto (1979)
O Menino no Espelho (1982)
A Faca de Dois Gumes (1985)
A Volta por Cima (1990)
Com a Graça de Deus (1994)
Mais críticas sobre Fernando Sabino - Vida e Obra