O poeta Casimiro José Marques de Abreu nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e morreu na fazenda do Indaiaçu, onde
hoje é o município de Casimiro de Abreu, RJ, em 1860. Uma das características mais marcantes da arte a partir do século XX é sua abertura àquilo que, anteriormente, não era reconhecidamente artístico. Nessa mestiçagem, tornando-se alguém que pode privilegiar qualquer assunto como motivação de seu fazer, o poeta abre mão dos temas românticos e assume para si a perda de sua aura. Apesar disso, não foi sempre assim. O mundo já se dividira em pessoas de ação e sonhadores extravagantes — os poetas —, que possuíam um certo repertório de temas a ser cantado. Tendo morrido aos 21
anos, Casimiro de Abreu, aliando espontaneidade lingüística, despretensão formal e valorização do sentimento, tornou-se um dos poetas mais lidos do Brasil, talvez justamente por ser o ponto de convergência de inúmeros topos reconhecidamente poéticos (a saudade, o amor, a tristeza, os desejos...), filtrados por uma graciosidade toda própria. É, no mínimo, curioso que aos 20 anos de idade alguém já se sinta melancólico pela perda da minha infância querida/ que os anos não trazem mais... Mas como não se curvar diante desse embalo vivenciado, em algum momento da
vida, por quase todas as pessoas?
obras
Camões e o Jaú (1856)
As Primaveras (1859)
Obras Completas (1940)
Poesias Completas (1948)
Obras de C. A. (1999)