No dia 1o de novembro de 1945, nascia no Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, um dos nobres berços da música brasileira, o
autor de novelas Gilberto Tumscitz Braga, para nós, apenas Gilberto Braga. A título de curiosidade, ele adora música e sempre que pôde, ao longo de sua carreira de autor, influiu na produção musical de suas obras televisivas. Como criança, diz ter sido sempre muito observador de pessoas, tipos e climas, característica que o auxiliou a reconstituir os anos de 1950 na minissérie Anos Dourados. Nesse mesmo trabalho, havia a tradicionalíssima Dona Celeste, vivida por Yara Amaral, mãe da protagonista Lurdinha, papel de Malu Mader. Para compô-la, à Celeste, Gilberto se inspirou um pouco em sua mãe, mulher de preceitos rígidos e tradicionais. Sentindo-se pressionado pela família, ele preparou-se para seguir a carreira diplomática. Após finalizar seus estudos no Colégio Pedro II, Gilberto saiu do país pela primeira vez, graças a uma bolsa de estudos de alguns meses em Paris. Embora ainda hoje goste bastante da cidade, não lhe caiu bem a idéia de viver longe do Brasil. A partir daí, abandonou a idéia de ser diplomata, mesmo antes de tentar ingressar no Instituto Rio Branco. Trabalhou como professor de francês e crítico teatral no jornal "O Gobo" por cinco anos. O primeiro texto de Gilberto como autor de TV foi a Dama das Camélias 72, um Caso Especial protagonizado pela estrela Glória Menezes. Tratava-se de uma adaptação de "A Dama das Camélias". Ainda nesta linha, para o mesmo programa, ele escreveu O Preço de cada um (Misantropo) e Mulher (Casa de Bonecas), além dos roteiros As Praias Desertas e Feliz na Ilusão. Gilberto aproximou-se das telenovelas diárias como autor-colaborador. Com Lauro César Muniz, ajudou a escrever Carinhoso (1973), Corrida do Ouro (1974) e Escalada (1975). Em seguida, foi escalado como autor das novelas das seis. Ele trabalhou as adapatações dos romances Helena, Senhora e Escrava Isaura, e da peça teatral Dona Xepa.Gilberto Braga teve de substituir Janete Clair na
novela das sete, Bravo, em 1976. Como Roque Santeiro, de Dias Gomes, havia sido censurada e cancelada, chamaram Janete para escrever uma novela com urgência para substitui-la. Nasceu Pecado Capital.
Mais críticas sobre Gilberto Braga - Parte 1