Em 8 de março de 1929, nascia em Taubaté, interior de São Paulo, Hebe Maria Camargo. De família pobre, aos 12 anos, a menina trabalharia como arrumadeira. No ano de 1943, mudou-se com os pais e seis irmão para a cidade de São Paulo. Aos 15 anos, cantava chorinhos e modas brejeiras pela Rádio Tupi Paulista - início de sua carreira artística. Ela também imitava Carmem Miranda nos programas de calouros de então. Nos moldes do trio vocal americano "The Andrews Sisters", ela juntou-se a sua irmã Stela e a suas primas Helena e Maria e formaram o "Quarteto Dó-Ré-Mi-Fá" . Devido ao casamento de uma das primas, o grupo foi reduzido e rebatizado de "Três Américas". Por fim, com a irmã, formou a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela", chegando ao sucesso no programa "Arraiá da Curva Torta". Em 1945, Hebe se lançou em carreira solo com o título de "estrelinha do samba". No ano seguinte, convidada pelo compositor Dennis Brean, teve seu primeiro disco, pela gravadora Odeon. Ficou conhecida no Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, lugares por onde fez turnê. Em 1949, participou do filme "Quase no céu". Nos filmes de Mazzaropi, apareceria como cantora. Por época da inauguração da TV no Brasil, em 1950, chegou a ser reprovada em teste de vídeo. No ano seguinte, era contratada pela Rádio Nacional e passou a substituir Ary Barroso em seu programa de calouros. O ator e produtor Walter Forster levou Hebe para a TV Paulista em 1955. Lá ela substituiu Roberto Corte Real no programa "Encontro Musical Aliança". Depois entrou para "O mundo é das mulheres", que permaneceu no ar durante 9 anos. Em 1957, a morena Hebe virou loira, marca registrada junto a seu sorriso. Nesta época, apresentava além dos programas citados, "Calouros em desfile", "Maiôs à beira mar", "Com a mão na massa" e "A noite é de Garbo". Com a inauguração da TV Continental do Rio de Janeiro, Hebe passou a viajar semanalmente para a cidade maravilhosa para apresentar "O mundo é das mulheres" e "Hebe Camargo comanda o espetáculo". Em 1960, foi eleita "A
madrinha da TV" pelos leitores da São Paulo na TV. Em 1962, na TV Paulista, apresentou "Hebe e vocês". Em maio de 1963, começou nova fase na Tupi. Largou a
televisão em 14 de julho de 1964 para se dedicar ao casamento com Décio Capuano, com quem, em 20 de setembro de 1965, teria o filho Marcello. A volta ao vídeo aconteceria em 10 de abril de 1966, quando ela estrearia no Teatro Record o "Hebe aos domingos" - nele, chegou a obter liderança absoluta de audiência. A dedicação ao trabalho não combinou com o marido ciumento e, em 1971, Hebe se separou. Em 1973, abandonou a rádio e a TV. Após oito meses, retornou ao vídeo em cores. A partir de 2 de fevereiro de 1972, ela dividiu a apresentação do programa "Elas por Elas" com a cantora Elizeth Cardoso. Semanas depois, a
apresentadora iria para a Tupi. Em 1974, Hebe se casou novamente com Lélio Ravagnani. Em 1976, ficou apenas na Rádio Mulher, em São Paulo. A volta à TV aconteceria em 9 de dezembro de 1979, na Bandeirantes. Em fevereiro de 1981, foi afastada por Walter Clark, para retornar ao canal em 1982. A partir daí, o estilo de Hebe mudou: mais corajosa, polêmica e disposta a se posicionar sobre todos os assuntos, inclusive os ligados à política. Em fevereiro de 1986, estrou no SBT, no programa "Hebe". Em 1998, ela voltou a cantar e fazer shows pelo país com o disco "Pra você", lançado pela então Polygram . Em 1994, recebeu o título de cidadã paulistana. No mesmo ano, lançou-se o livro "A trajetória de uma estrela", de Mário Tadeu. Mãezona, louruda, madrinha,
estrela maior da TV, a apresentadora criou um estilo todo seu de receber convidados em seu programa, com intimidade doméstica. Com a mesma naturalidade e simplicidade, entrevista Neil Armstrog, Rubem Braga e Dercy Gonçaves e convence suas amigas donas-de-casa a usarem a extrato de tomate X, com o qual preparou um macarrão para a família na noite anterior. Isso porque assumi seu amor por jóias e Mercedez em público e ao vivo.
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