Roberto Marinho nasceu na cidade
do Rio de Janeiro em 3 de dezembro de 1904, sendo o primeiro dos cinco filhos de
Irineu Marinho e Francisca Pisani Marinho. Em 1925, seu pai morreu,
um mês após
lançar o jornal O Globo. Logo após, Roberto iniciava sua vida profissional, mas
só assumiria o comando do jornal em 1931. Em 2 de dezembro de 1944, inaugurou a
Rádio Globo, dando o início a que seria conhecida como as “Organizações Globo”.
Foi diretor da Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo), que publicava revistas
como Cinelândia e Radiolândia. Em 1953, com o objetivo de atrair anunciantes do
comércio para seu jornal, trouxe para o calendário brasileiro o Dia dos Pais. Em
1957, Roberto recebeu do presidente Juscelino Kubitschek a concessão de um
canal de televisão no Rio de Janeiro. Antes de inaugurar a TV Globo, em 24 de
abril de 1965, recebeu propostas de parcerias de três redes internacionais: a
BBC, a ABC e a Time-Life. Optou pela última, investindo parte de seu patrimônio
no negócio. Seus irmãos Ricardo e Rogério não arriscaram. Uma CPI da Câmara
Federal afastou os sócios norte-americanos da TV Globo. Mesmo assim, o negócio
continuou e Roberto implantou em sua emissora um padrão de qualidade na gerência
deste tipo de negócio até então desconhecido no Brasil: bons salários,
pagamentos em dia, investimentos altos em instalações e tecnologias,
publicidade arrojada, criação de um star-sistem aos moldes hollywoodianos e
contratação de executivos altamente capacitados, como Walter Clark e José Bonifácio
Sobrinho, o Boni. Todos esses fatores, unidos ao trânsito livre de Roberto
Marinho junto ao governo militar autoritário fizeram da Globo a líder de audiência
em seis anos anos. Em 1991, lançou-se no ramo da TV por assinatura, inaugurando
a Globosat. Personalidade controvertida e polêmica, uns o vêem como um
conservador que cresceu graças ao apoio dado à ditadura militar e outros, como
um
empresário que soube articular negócios e política. Morreu em 6 de agosto de
2003.
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