Uma nova e vital postura filosófica baseada na obra de Nietzsche e na Psicanálise freudiana. Através de ensaios de carácter filosófico e psicanalítico e com grande sensibilidade, incluindo
Um esclarecimento de conceitos; a autora apresenta-nos duas atitudes filosóficas inconciliáveis. Conclui que "o pensador é um
homem livre, sem amarras, que não te medo, pelo contrário, é propicidor do diálogo, propondo e aceitando novas opiniões, novas
verdades; e que o ideólogo é um homem enclausurado, amarrado às suas ideias preferindo o monólogo. Sendo assim, não aceita outras verdades, apenas a sua. Neste sentido, se o pensador propõe, o ideólogo impõe. As verdades do pensador podem ser discutidas, ampliadas, refutadas. As do ideólogo, pelo contrário, só podem ser aceites ou recusadas. Ideologia e pensamento são, assim, dois conceitos diferentes e opostos.
Uma atitude filosófica pressupões dois mundos, «a
filosofia que vai de Platão a Kant e de Kant a Heidegger, opõe-se, com raras excepções, sistematicamente, à capacidade do homem para alcançar a sua meta fundamental: a felicidade». «Antes de Sócrates e Platão, a filosofia grega não tinha ainda estabelecido o conflito entre o mundo terreno e o mundo do além. A teoria dos dois mundos surge a partir do momento em que avança a civilização e o poder da razão e, paulatinamente, se inicia também a repressão sexual. "A filosofia ocidental, que se inicia com os socráticos gregos,
não admite contradições, não indaga o mundo exterior à razão, foge dos sentimentos, considera o homem única e exclusivamente como um ser que pensa e nunca como um ser que sente.
Mais críticas sobre Antropos (A nova filosofia)