EDUCADOR! POR AMOR À VERDADE E A SUA PÁTRIA, ENSINE AOS SEUS ALUNOS QUE AMERICANOS SOMOS TODOS NÓS DO CONTINENTE AMERICANO. O GENTÍLICO DE QUEM NASCE NOS ESTADOS UNIDOS É IANQUE, GANGSTER, OU, NA MELHOR DAS HIPÓTESES, ESTADUNIDENSE. ESTA VERDADE FAZ DIFERENÇA. Antenor. ALFABETO Símbolos ou caracteres convencionados entre povos que, ao serem ajuntados formando palavras, transmitem idéias, facilitando a comunicação escrita. No mundo ocidental foi adotado o alfabeto grego (Αα – alfa = a, Ββ – beta = b, Γγ – gama = g, Δδ – delta = d, Εε – épsilon = e breve, Ζζ – zeta = z, Ηη – eta = e longo, Θθ – theta = th, Ιι – iota = i, Κκ – capa = c ou k, Λλ – lambda = l, Μμ – mi = m, Νν – ni = n, Ξξ – xi = x, Οο – ômicron = o breve, Ππ – pi = p, Ρρ – ro = r, Σς – sigma = s, Ττ – tau = t, Υυ – ípsilon = u francês, Φφ – fi = f, Χχ – ji = j, Ψψ – psi = ps, Ωω – ômega = o longo) modificado pelos romanos. No alfabeto temos consoantes e vogais. O primeiro grupo é formado pelas consoantes, que são divididas em funcionais e especiais. As funcionais são monossilábicas, escritas pela respectiva letra mais a vogal e acentuada de circunflexo, pois são sempre fonemas fechados; por exemplos: bê, cê, dê, pê, tê, vê, zê. As especiais têm mais de duas letras e algumas são formadas por duas sílabas em sua escrita, sendo que algumas têm duas escritas e duas pronúncias diferentes: fê ou efe, gê ou guê, agá (observar que esta letra não é propriamente uma consoante, mas um símbolo que, devido a etimologia e a tradição escrita do nosso idioma, se conserva no princípio de várias palavras e no fim de algumas interjeições, como: haver, hélice, humanismo, ah!, oh!, et cetera), jota, lê ou ele, mê ou eme, nê ou ene, que, erre ou rê, esse, xis (e o não conhecimento disto gera aquelas terríveis dúvidas: quando é g e quando é j? Quando é s e quando é z? Quando é x e quando é ch?...). Ainda sobre o h (agá), observar que no interior do vocábulo é somente usado em dois casos: quando faz parte do ch, do lh e do nh, que representam fonemas palatais, e nos compostos em que o segundo elemento, com h inicial etimológico, se une ao primeiro por meio de hífen: chave, malho, rebanho; anti-higiênico, contra-haste, pré-histórico, sobre-humano, et cetera. Mas nos compostos sem hífen, elimina-se o h do segundo elemento: desarmonia, inabilitar, reaver... O segundo grupo é o das vogais – do latim vocalis – cujo significado é: que se refere à voz; o que, a princípio, já fica claro que sua importância maior é na linguagem oral. As vogais têm som aberto e se subdividem em vogais (amplas ou completas, pois pronunciamo-las com a boca aberta): a, e, o; e semivogais (pronunciamo-las com a boca semi-fechada): i, u. Os regionalismos lingüísticos do português falado no Brasil (principalmente a partir do século dezenove, com a imigração de trabalhadores de origens anglo-saxônicas, e já não apenas dos colonizadores portugueses e dos invasores holandeses e franceses) têm como marcas os sons fechados para as vogais e e o (sons abertos, semelhantes ao do é do verbo ser e o ó da interjeição invocativa), chegando mesmo a ser ensinado nas escolas de algumas regiões brasileiras o a-e-i-o-u como sendo a-ê-i-ô-u!!! IMPORTANTE: A letra e na função de conjunção aditiva (João e Maria) deve ter o som de i, pois essa letra substituiu o y que tinha tal função até a entrada em vigor das INSTRUÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DO VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA, publicadas pela Academia Brasileira de Letras, aprovadas unanimemente na sessão de 12 de agosto de l943, que, por sugestão do ministro da Educação e Saúde – consoante com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, edição de 1940 – recomendara através de portaria que tais mudanças também fossem adotadas na ortografia nacional. Até então o alfabeto português usado no Brasil consistia de vinte e seis letras, sendo que a partir daí foram excluídos o k, o w e o y. O k foi substituído por qu quando seguido de i ou e, e por c quando seguido de qualquer outra letra; o w pelo u ou v, dependendo do seu valor fonético e da etimologia: visigodo, sanduíche, etc., e o y – como já vimos – pelo i, mas continuam sendo usados em abreviaturas de unidades de medidas e símbolos como também em palavras estrangeiras de uso internacional: K = potássio; Kr = criptônio; kg = quilograma; km = quilômetro; kW = quilowatt; etc. Os derivados portugueses de nomes próprios estrangeiros devem escrever-se de acordo com as formas primitivas: kantismo. Em alguns termos técnicos e científicos: Y = ítrio; yd = jarda, etc. O y também é usado em Matemática como a segunda incógnita. As vogais têm valor secundário na escrita, e podem até mesmo ser supressas quando usamos o recurso desta linguagem.