O SANTO SUDÁRIO DE TURIM(Parte I)
Um tema que foi e ainda é fonte de acessas discussões é o relativo à questão da autenticidade do Santo Sudário de Turim, lençol que envolveu o corpo de Jesus após a sua morte, peça que representa uma das mais valiosas relíquias do Catolicismo. Há quem defenda a autenticidade do Santo Sudário e outros que afirmam tratar-se de uma falsificação do século XIV.
Diz-se que durante a Idade Média surgiram mais de quarenta sudários ditos verdadeiros, mas apenas o Santo Sudário de Turim possuía uma impressão bem vísivel de um homem crucificado.
Alguns investigadores basearam-se nos argumentos abaixo descritos para dizer que o Santo Sudário de Turim é uma falsificação do século XIV:
1 - O Sudário de Turim contraria o que foi narrado no Evangelho de São João, segundo o qual, o corpo de Jesus teria sido untado com mirra e vários óleos. O Santo Sudário foi sujeito a uma pesquisa cientifica e o resultado final é que dele não se obteve nenhum vestigio das especiarias referidas, nomeadamente mirra e óleos.
2 - Verificou-se também que o lençol não foi costurado da forma tradicional usada no século I, em diagonal, sem costura.
3 - Só se tomou conhecimento da existência do Santo Sudário a partir do século IV.
4 - Até agora, o documento conhecido mais antigo que refere o Santo Sudário data de 1389. Esse documento consta de uma carta que um bispo escreveu ao Papa Clemente, na qual ele afirmava tratar-se de uma fraude. O Santo Sudário, era segundo o tal bispo, o resultado de um esquema bem montado para iludir os peregrinos, era uma falsificação. A carta do bispo refere, por isso, que o lençol teria sido pintado e considerado por Santo Agostinho uma obra de arte.
5 - Para quem analisa o Santo Sudário, existem alguns pormenores que não coincidem com a realidade, como por exemplo, o pé a sangrar, a mecha de cabelo e o cumprimento do corpo de Jesus(demasiado longo). O que se vê no lençol parece mais uma peça de arte gótica do que «uma imagem tridimensional surgida pela envoltura de um corpo humano».
6 - Relativamente ao que se diz ser
sangue, os especialistas confirmaram o contrário: o que está no sudário tem uma cor demasiado clara para ser sangue, pois é regra cientifica que o sangue com o tempo tende a escurecer. A forma como o sangue teria escorrido na realidade, também não coincide com o que se vê no lençol.
7 - Em 1973, o referido "sangue" encontrado no sudário foi submetido a análise. Nada foi encontrado que confirmasse ser sangue. Muito pelo contrário, «Walter McCrone identificou o suposto sangue como sendo uma mistura de tinta vermelho-ocre e vermelho-cinabrino e concluiu que a imagem inteira havia sido pintada».
8 - Em 1988, o Santo Sudário foi sujeito a testes de datação por radiocarbono. Os resultados apontaram para uma data compreendida entre 1260 e 1390 d.C..É curioso observar, que este período de tempo corresponde a uma data muito próxima da data do documento anteriormente citado, de 1389, que defendia que o Santo Sudário de Turim era uma falsificação, especificamente, uma pintura num pano.
E que argumentos apresentam os partidários da autenticidade do Santo Sudário de Turim?
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