Há 200 milhões de
anos, os continentes formavam um único bloco de terra, denominado
Pangea. Há cerca de 100 milhões de anos, houve a primeira separação, quando Laurásia (que englobava a atuais América do Norte e Central, além de Europa e Ásia) se afastou da chamada Gondwana (união da América do Sul com África e a futura Antártica).
Mais 50 milhões de anos e tivemos outra separação, que manteve somente Austrália e Antártica unidas. Cerca de 10 milhões de anos depois, a
ilha australiana já estava sozinha na mapa. E, até hoje, o deslocamento de terra persiste por sobre a
crosta oceânica, lenta e continuadamente (alguns milímetros por ano).
No caso da Austrália, o substrato rochoso, chamado de Australian Craton, é constituído por
rochas ígneas (derivadas de ancestrais lavas vulcânicas), das mais antigas da Terra - de 3,7 bilhões de anos.
Ao longo do tempo, esse material sofreu modificações e se transformou em rochas metamórficas. As rochas ígneas e metamórficas do Craton aparecem hoje na superfície da porção ocidental da ilha, na região de Pilbara, e em algumas outras elevações, como o Monte Isa, Broken Hill e no Deserto de Tanami.
Dos choques entre as placas que carregam o continente australiano e a crosta do Oceano Pacífico australiano e a crosta do Oceano Pacífico formaram-se as regiões montanhosas a leste da ilha, conhecidas como Cinturão da Tasmânia.
Mais críticas sobre Pangea: era uma vez uma ilha