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Shvoong Home>Livros>Resumo de OS MAIAS

OS MAIAS

Resumo do Livro   por:zorgatodelamuzoj     Autor : ECA DE QUEIROS
ª
 
Eça de Queiroz foi modesto em intitular Os Maias o subtítulo "episódios da vida romântica".Pois, seu romance é uma tragédia. Carlos Eduardo e Maria Eduarda, irmãos, apaixonados e incestuosos. A começar por uma casa, mais exactamente a "casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, em 1875", conhecida como casa do Ramalhete".Lemos, já encantados: "Apesar deste nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão, tinha aspecto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação dos tempos da Sra. D. Maria I. Será no Ramalhete que vamos ser apresentados aos personagens nos quais Eça de Queirós se insinua, muitas vozes. Seus retratos sempre perfeitos e, coerentes. A personagem que o confunde é Maria Eduarda, por sua beleza divina. Carlos a revê e nota que "os cabelos não eram louros, mas de dois tons, castanho-claro e castanho-escuro, espessos e ondeando sobre a testa". Falei de retratos mas o mais correcto é falar de auto-retratos. Ele nos fala pela voz severa do velho Afonso da Maia, que "era um pouco baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes...o cabelo branco cortado à escovinha, a barba de neve, aguda e longa", reclamando melhores destinos para o seu lamentável país e a cobrar, do neto tão promissor, menos diletantismo e mais realizações. Fala-nos com palavras cruéis e desassombradas do neto Carlos, "um formoso rapaz, alto, bem-feito, de ombros largos, com uma testa de mármore, os olhos dos Maias, aqueles irresistíveis olhos do pai, dum negro líquido. A única coisa a fazer em Portugal é plantar legumes, enquanto não há uma revolução que faça subir à superfície alguns dos elementos originais, fortes e vivos. Ao que o avô respondia: Pois então façam essa revolução pelo amor de Deus. Mas nenhum Talves so Fradique Mendes se lhe possa comparar, mas esse não vem ao caso, porque não é personagem d´Os Maias. Eram "eus" idealizados e muita vez caricaturados, mas reproduzindo com verdade e coerência. Ao Ega, deu-lhe o Eca a existência que gostaria de ter: discutido e admirado, com a mãe devota, rica e viúva, garantindo-lhe o presente e o futuro, alguns amores ardentes e com boa saúde para gozar o prazer das boas comidas e dos bons vinhos, dos conhaques e das águas ardentes, das noitadas com espanholas e das devassidões vespertinas, com amantes de luxo. É conclusão a que se chega no momento que Eça se auto-retrata: cheio de verve e de irreverência, de frases e ditos irónicos, um talento amaldiçoado, temido e exaltado. Vejamos o Ega pelos olhos do Eça: "O esforço da inteligência (...) lhe influenciou as maneiras e a fisionomia; e, com a sua figura esgrouviada e seca, pêlos arrebitados sob o nariz adunco, um quadrado de vidro entalado no olho direito — dava-lhe um ar satânico". É Ega que, em momento de impaciência, deixa Lisboa e corre para o interior, lançando a Carlos e a Craft, os dois amigos esta frase aterradora: — Sinto-me como se a alma me tivesse caído a uma latrina! Preciso um banho por dentro. Qual Carlos da Maia, também João da Ega era um diletante. Ambos têm revoltas pouco profundas e de pouca duração. As suas grandes promessas de transformação do mundo terminam por num culto quase religioso do luxo e tédio. Passam a representar o que mais incomodava o inconformado Eça: a renúncia e o conformismo.
É com mãos hábeis e brilhantes que Eça os faz florescer em Coimbra. Com olhar de desalento e pessimismo Eça os deixa vencidos e melancólicos, a "correr desesperadamente pela rampa de Santos", atrás de um bonde e de um jantar. Tal como o próprio Eça se sentia, Ega e Carlos eram dois "vencidos da vida". Assim a tragédia se consuma e nos obriga a repensar o ser humano com inquietação e desconfiança. Lisboa, 1875. A cidade como uma personagem, viva, testemunha e cúmplice dos acontecimentos. A cidade acorda, o movimento cresce. De entre a multidão destacam, principais personagens desta história. Mais tarde, ao serão, no interior da casa dos Maias, reúnem-se distintos representantes da sociedade da época: da intelligentsia à alta burguesia lisboeta, até políticos e regeneradores. Encontravam entre outros, João da Ega, amigo de Carlos da Maia, sempre crítico da mediocridade nacional. Ou ainda Craft, com quem, Carlos da Maia acabaria por negociar uma quinta, nos Olivais. Ou ainda Dâmaso Salcede, pretencioso e eufórico, como uma das suas recentes conquistas, a aproximação de Maria Eduarda de Castro Gomes, o que não deixara de provocar irritação a Carlos da Maia. A presença de Afonso da Maia constitui, um valor de referência. Carlos da Maia alimentava já por Maria Eduarda de Castro Gomes uma secreta paixão e a visitava diariamente . Numa dessas visitas como médico percebe-se de reciprocidade de sentimentos, da qual, Dâmaso Salcede acabará por ser testemunha, levando-o a congeminar uma forma de vingança. Entretanto, Carlos e Maria Eduarda vivem seus romances na Quinta dos Olivais. Assim corre o tempo entre as idas ao Ramalhete e a clandestina vida nos Olivais. Certo dia, no Ramalhete, Carlos e Ega trocam confidências sobre a vida atribulada do primeiro, escondendo do avô a situação familiar da sua amante, conhecida como a senhora Castro Gomes. Será, com grande estupefacção que Carlos receberá em casa Castro Gomes que lhe esclarece, que aquela que todos consdideram sua esposa era apenas sua amante, a quem paga uma existência requintada em troca de companhia. Perante o desespero e humilhação de Carlos, Ega sugere-lhe que continua usufruindo e precipita o fim da história, ao trazer, o espólio de Maria Monforte, mãe de Maria Eduarda, que morrera em Paris. Nesse espólio confirma-se que Maria Monforte fora esposa que levara ao suicídio Pedro da Maia, pai de Carlos. Os dois amantes eram irmãos. Tal revelação levará à morte o velho Afonso da Maia, afastamento dos dois amantes, à partida de Carlos para o estrangeiro. Passados dez anos, Carlos voltará a Portugal, ve os amigos, sobretudo, Ega, com quem fará um saldo do passado
Publicado em: 17 abril, 2007   
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  1. Responda   Pergunta  :    comclusoes Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    onde esta a morte ( 2 Respostas ) Veja tudo
  1. Responda  :    dentro do caixao terça-feira, 26 de abril de 2011
  1. Responda  :    ta no cemiterio terça-feira, 26 de abril de 2011
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