A
Luneta Mágica é
uma obra que não apresenta as características de um romance,
embora haja predominância de cenas românticas. Paira uma espécie de indecisão
entre a fábula, o conto de fadas, e a historieta.
A obra é carregada de digressões pseudofilosóficas. As freqüentes lutas íntimas
sobre o Bem e o Mal, do
narrador-personagem, se conduzem através de um discurso
em primeira pessoa.
Predomina o lugar-comum romântico, por um narrador que proclama sua miopia física
e moral desde o início. Simplício, o narrador-personagem, conta-nos
suas desventuras
de míope que a duas polegadas dos olhos não distingue
Um girassol de uma violeta. A sua visão é totalmente conduzida pela família, física e moralmente, suas angústias por não conseguir enxergar quase nada
Recebeu de um mágico uma luneta mágica que quase o levou à loucura. Depois uma segunda , que o conduziu às portas do suicídio e por fim, uma terceira, a do bom-
senso. Conseguindo com isso grandes aprendizados.
alice martins
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