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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>Le Père Goriot

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Le Père Goriot

por : MarioMiguel    

Autor : Honoré de Balzac
Este resumo foi traduzido de Le pere Goriot
Le Père Goriot de Balzac, ou o velho Goriot, como é conhecido nas traduções Inglesas, desenrola-se em Paris no ano de 1819.
Imperiosa e matriarca, MME Vauquer é a dona de uma pensão decadente num subúrbio pobre de Paris. Ela tem vários hóspedes, a maioria empobrecidos ou vítimas da má sorte. Entre eles está o Senhor Goriot - pelo menos ele é conhecido desta forma pelos outros hóspedes e por MME Vauquer durante grande parte da história. Mais tarde, todos olharão para ele de uma forma mais indolente e ele tornar-se-á apenas no “velho” Goriot. Goriot é um comerciante reformado que ficou viúvo uns anos antes. Foi um homem devoto à sua bela mulher e às suas duas jovens filhas e geria com sucesso o seu negócio, uma fábrica de vermicelles.Ele mimou e adorou a sua mulher e as suas filhas, mas quando a sua mulher morreu de repente, o seu entusiasmo para o negócio diminuiu. Vendeu então a empresa e com a sua considerável fortuna, decidiu continuar a mimar as duas filhas. Ao longo dos anos seguintes, ainda que elas fossem amadurecendo e tendo-se casarado, tornando-se Senhora de Restaud e de Nuncigen, ele negou-se a si próprio e aumentou-lhes o suporte financeiro, mesmo tendo em conta que elas e os seus maridos foram-se tornando cada vez mais insistentes e exigentes desse apoio.Encontramos pela primeira vez Goriot a viver com bastante frugalidade na pensão da MME Vauquer. Ele ainda é visto com algum respeito pela proprietária e pelos seus vizinhos hóspedes já que eles crêem-no como sendo um homem rico e excêntrico. Na verdade, MME Vauquer tem interesse em ganhar a confiança de Goriot. No entanto, alguns acontecimentos ocorridos, iriam alterar o cenário. Goriot começa a viver ainda mais comedidamente, não comendo no seu quarto e encomendando mais refeições económicas. Os outros, na pensão, começam a pensar que Goriot esgotara possivelmente os seus meios financeiros. Pior ainda, ele podia estar a gastar a sua saúde em meninas acompanhantes, uma vez que pelo menos duas belas raparigas foram vistas a sair do seu quarto. Coscuvilhando em conjunto, progressivamente as suas suspeitas tornam-se mais exageradas e escandalosas. Goriot é uma pessoa introvertida e relutante em expor a sua vida pessoal, no entanto, ele explica aos seus vizinhos que estas visitas eram as suas filhas. Eles não acreditaram nele. Não conseguiam imaginar que estas belas mulheres, luxuriosamente vestidas, pudessem ser filhas de alguém tão lacónico e digno de piedade.Também como hóspedes da pensão, havia: um jovem estudante, Eugène de Rastignac; uma jovem e deserdada rapariga, Victorine; o misterioso e de carácter duvidoso, Vautrin; e uma quantidade de outras periféricas criaturas. De certa forma, eles formavam uma espécie de família em torno da matriarca VME Vauquer. No entanto, se aprofundarmos, a maioria deles eram uma família de víboras, influenciados pela inveja, pela gula, medo e escárnio.Eugene Rastignac provêm de uma família pobre que passou dificuldades e privações para o enviar para a faculdade, dependendo dele para eventualmente os tirar da pobreza. Numa espécie de acidente de circunstância, Rastignac é apresentado à alta sociedade de Paris. Ele ficou empolgado e enamorado, e no decorrer do tempo foi apresentado à Senhora de Restaud e de Nucingen. Acabaria por se apaixonar por Nucingen, que ele acreditava ser vítima de uma abusiva relação e, naturalmente, veio a saber que estas duas mulheres era filhas de Goriot.Goriot ficou fiel a Rastignac, sendo que também ele acreditava que a sua filha , MME Nucingen, era uma vítima. É por essa razão que ele está preparado para amar qualquer pessoa que ele veja com intenção de a ajudar. Ambas as filhas e os seus maridos, demonstraram sempre vontade de ficar com o dinheiro do velho Goriot, mas nunca quiseram recebê-lo no seu círculo social, vendo-o como vulgar e embaraçante, mas ele continuava a adorá-las e idolatrá-las.Rastignac, no seu esforço para ganhar um lugar na sociedade, neglicencia a sua educação, tira proveio do financiamento da sua própria família e cai, cada vez mais fundo, num enorme desregro, duvidosas condutas e descomedido nível de vida. Ainda por cima ele foi dominado por alguns esquemas e artimanhas do misterioso Vautrin – para recuperar da jovem Victorine a sua riqueza, eliminado-a num duelo. Entretanto, Rastignac está apaixonado, vence-a e partilha a sua riqueza com Vautrin.À medida que Rastignac é absorvido cada vez mais na debilidade da chamada “alta sociedade”, ele começa a aperceber-se e a ser repugnado pela hipocrisia e artificialidade da sociedade em que deseja ser aceite e pelo aumento das suas próprias acções e más condutas. Ele também começa a sentir pena e preocupação por Goriot. À medida que Goriot sacrifica, racionaliza e engana-se a si mesmo com a sua dedicação desmedida às suas egocêntricas e arrogantes filhas, ele sacrifica a sua própria saúde e adoece. Rastignac é confrontado com escolhas que reflectem a sua essência , a sua integridade, honestidade e compaixão. Ele luta para saber se consegue honrar estas qualidade, por quanto se está a tornar moralmente perigoso e inconstante.Para mim, esta novela é uma obra-prima intemporal, porque lida com sentimentos, valores e conflitos internos que são reais hoje como o eram no tempo de Balzac. E É certamente uma reflexão sobre a arte de Balzac que, embora o tempo, situação e atmosfera tenham mudado, a sua capacidade de tocar o mais suave nervo da culpa, o desespero, raiva e compaixão...e mais ainda, não.
Publicado em: março 08, 2007
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