A Guerra Mundial de 1992 d.C. deixara a terra devastada. Através das suas ruínas o caçador de prémios Rick Deckard caminhava sorrateiro à procura da sua presa –
um andróide renegado. Quando não os estava a “retirar” com o seu laser, Deckard sonhava em possuir um animal vivo – o último símbolo de status num mundo completamente privado de vida não humana. Num dia gélido de Janeiro, Rick viu a sua oportunidade. Estava destacado para matar seis andróides Nexus-6. Mas, no seu mundo, as coisas nunca eram assim tão simples. A sua nomeação depressa se transformou num caleidoscópio de pesadelo, subterfúgio e fraude – e na ameaça de morte que pairava mais sobre o caçador do que sobre os caçados.O filme que foi feito sobre esta
obra é um dos maiores hinos à ficção científica dos últimos 30 anos, e consegue algo de raro no género, acompanha com um bom grau de rigor a obra manuscrita. Nesta obra somos forçados a encarar outro dos temas clássicos do género: a inteligência artificial. Com o desenvolvimento actual da tecnologia, que cada vez nos aproxima mais desse momento, e, se alguma vez lá chegarmos teremos de encarar o facto de que não apenas nós somos capazes de pensar. E será a inteligência e a capacidade de raciocínio apenas aquilo que nos distingue da máquina, ou haverá algo mais que uma máquina nunca conseguirá ter, a “alma”.
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