Da encantadora mente de Mark Twain” surge
uma história tão fantástica quanto qualquer outra que ele jamais tenha escrito. Samuel Clemens (verdadeiro nome do escritor) teve uma vida interessante e uma língua mais mordaz ainda, que ele raramente, ou nunca, mantinha silenciada. Este livro é a “fantasia” literária por excelência de Twain. O seu trabalho mais conhecido por novos e velhos será certamente “As Aventuras de Huckleberry Finn”, mas este romance não tem nada a ver com a história de
um “rato das docas”…
A referência ao Ianque de Connecticut não aparece por acaso. Como em romances prévios, este também possui um carácter semi-autobiográfico. O seu nome, do protagonista da obra, é Hank Morgan e, tal como o autor, não consegue manter a língua “no sítio” nem conter a sua entusiasmante criatividade imaginativa, a pontos de quase lhe provocar a morte.
O essencial da história começa quando Hank é transportado pelo tempo para “baixo”, para a Inglaterra do Século XIII, caindo no meio do reino mítico de Camelot. Entra então no seio dos Cavaleiros da Tábula Redonda com Arthur, Lancelot e Guinevere. Os problemas realmente começam a surgir quando Hank começa a interferir na ordem social daquele tempo, a saber a regra de que o rei está acima do servo. Mesmo depois de receber o título de “O Patrão” das mãos do Rei Arthur, não pode evitar lançar a revolta entre as “hostes”.
O espírito engenhoso “ianque” de Hank cria escolas e fábricas, um jornal, e mesmo uma forma primitiva de telefone. Contá-lo, ao livro, do final arruinaria uma viagem maravilhosa que você deve viver pelas suas próprias mãos. Twain é claramente um mestre em tudo o que faz. Com este conto fantástico, ele agarra o leitor e não o solta. Este é um conto maravilhosamente mágico que encanta tanto as crianças como o leitor mais adulto. Já foi contado e recontado, adaptado aos palcos e aos écrans de cinema, e continuará a despertar o interesse de muitas gerações vindouras.
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