...Não há coincidências...
Nem em Veneza..cenário preferido de Donna Leon..Quando o Comissario Brunetti recebe em sua casa a visita de
um jovem burocrata que questiona a existência legal da casa onde vive com Paola e os dois filhos, desde que se casaram..Brunetti sabe que têm um problema...
Antes de ser policia ele é Veneziano..revê mentalmente que amigo influente pode ajudar..que favor pode cobrar...O tempo passa e Brunetti quase esquece o "seu problema"...Recebe um telefonema..Brunetti suspende a respiração..é o jovem burocrata!! Pretende encontrar-se com ele, possuí uma informação importante, perigosa..para lhe dar..O diálogo nunca chegou a existir e o jovem aparece morto...Acidente, vaticinam.Brunetti não acredita em coincidências..
As suas investigações levam-no a zonas "incomuns" da Cidade onde o trafico de droga e os agiotas reinam..
Pela pena fina e assertiva de Donna Leon, mergulhamos numa teia complexa de interesses, de jogos, de tramas..onde o personagem Guido Brunetti ganha uma densidade psicológica que, definitivamente, matura a sua personalidade.
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